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Queda de avião em Copacabana: confira os próximos passos de investigação da FAB

Análise de destroços, documentos e imagens vai orientar relatório do Cenipa após acidente fatal com aeronave de propaganda no Rio

Rio de Janeiro|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Queda de avião em Copacabana resultou na morte do piloto e iniciou investigação da FAB.
  • Imagens de segurança mostraram o momento da queda, quando a aeronave atingiu o mar.
  • A investigação envolve análise de destroços, histórico do piloto e possíveis falhas mecânicas ou operacionais.
  • A empresa responsável pela aeronave não tinha autorização para a atividade publicitária, e pode ser autuada pela Prefeitura do Rio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo a FAB, conclusão do acidente do monomotor em Copacabana depende da complexidade da ocorrência RECORD/Reprodução - 27.12.2025

A queda de um avião de pequeno porte no mar da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, abriu uma nova frente de investigação conduzida pela Força Aérea Brasileira (FAB).

O acidente, ocorrido no início da tarde deste sábado (27), terminou com a morte do piloto e levantou dúvidas sobre as condições do voo, a operação da aeronave e a regularidade do serviço de publicidade aérea.


Imagens de câmeras de segurança registraram o momento exato da queda, às 12h27. O monomotor aparece realizando uma curva no ar, perde altitude de forma abrupta e atinge o mar com o bico apontado para baixo, afundando logo em seguida.

No momento do voo, a aeronave sobrevoava a orla com uma faixa de propaganda presa à estrutura.


Testemunhas relataram susto entre banhistas e comerciantes da região. Em poucos minutos, o Corpo de Bombeiros mobilizou uma força-tarefa com lanchas, botes infláveis, motos aquáticas, helicópteros e mergulhadores. Embarcações particulares também auxiliaram nas buscas.

O corpo do piloto surgiu cerca de duas horas depois e seguiu para o Instituto Médico Legal.


Investigação técnica em fase decisiva

Militares do Seripa III (Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão vinculado ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), assumiram a apuração.

A etapa inicial envolve coleta de dados, preservação de vestígios, análise dos danos na aeronave e levantamento de informações operacionais.


Segundo a FAB, a investigação deve avançar com o estudo dos destroços retirados do mar, checagem de documentos da aeronave, avaliação do histórico do piloto e exame detalhado das imagens disponíveis.

O objetivo consiste em identificar fatores contribuintes, como falha mecânica, erro operacional ou dificuldades enfrentadas durante o voo.

A FAB esclarece que o relatório final será divulgado apenas ao término dos trabalhos, por meio do Relatório Final Sipaer, conforme determina o Código Brasileiro de Aeronáutica. O prazo depende da complexidade da ocorrência.

Faixa publicitária no radar dos investigadores

Especialistas apontam que o uso da faixa de propaganda pode ter influenciado o desfecho do acidente. O equipamento gera grande arrasto aerodinâmico e exige procedimentos específicos em situações de emergência.

Em caso de perda de potência, o piloto precisaria se desfazer da faixa para tentar um pouso forçado ou planeio controlado até a água.

Há ainda a informação de que aquele teria sido o primeiro voo do piloto em aeronave utilizada para propaganda aérea, apesar de experiência prévia em outros modelos. Esse fator também deve ser avaliado pelos investigadores.

A ausência de caixa-preta — equipamento não obrigatório em aeronaves desse porte — não deve comprometer a apuração, segundo técnicos da área, diante da quantidade de imagens, registros operacionais e análise física do avião.

Empresa pode ser autuada por irregularidade

Paralelamente à investigação aeronáutica, a Prefeitura do Rio informou que a empresa responsável pelo avião não possuía autorização para realizar a ação publicitária sobre a orla. O grupo deve ser autuado por publicidade irregular. Até o momento, os responsáveis pela aeronave não se manifestaram.

O Cenipa reforça que o trabalho conduzido não busca atribuir culpa nem responsabilidade criminal ou civil. A finalidade envolve identificar falhas, compreender a dinâmica do acidente e produzir recomendações capazes de fortalecer a segurança do transporte aéreo, em conformidade com normas nacionais e internacionais.

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