Rio de Janeiro confirma primeiro óbito por febre oropouche
Até maio deste ano, já foram mais de 1.400 casos confirmados no estado. Em todo 2024, foram 128 notificações
Rio de Janeiro|Do R7

O Rio de Janeiro confirmou o primeiro óbito em decorrência de febre do oropouche. A vítima é um homem, de 64 anos, morador de Cachoeiras de Macacu, na região serrana.
Segundo a SES-RJ (Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro), o paciente foi hospitalizado em fevereiro e morreu quase um mês depois.
As amostras foram analisadas pelo Lacen-RJ (Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels) e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
O vírus, que é comum na região amazônica, é transmitido por meio do inseto maruim, mais conhecido como mosquito-pólvora.
A Secretaria de Saúde explica que os sintomas da febre do oropouche são parecidos com os da dengue. Entre eles estão febre, dor de cabeça, dor nas articulações, dor muscular, calafrios, náuseas e vômitos.
Na maioria dos casos, o paciente se recupera em uma semana. Mas, a doença pode se agravar em grupos de risco, crianças e pessoas a partir de 60 anos.
Virose comum na Amazônia tem avançado na região Sudeste
De acordo com o governo do estado, Cachoeiras de Macacu tem 92 cachoeiras cadastradas e é grande produtora de frutas, como goiaba e banana, o que contribui para a existência e a criação do inseto maruim.
“A febre do oropouche é nova no nosso estado e requer atenção redobrada. O maruim é bem pequeno e corriqueiro em locais silvestres e áreas de mata. Por isso, a recomendação é usar roupas que cubram a maior parte do corpo, passar repelente nas áreas expostas da pele, limpar terrenos e locais de criação de animais, recolher folhas e frutos que caem no solo, e instalar telas de malha fina em portas e janelas”, explica o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde do estado, Mário Sergio Ribeiro.
O primeiro caso de febre do oropouche registrado no estado foi em fevereiro de 2024. O paciente havia viajado para o Amazonas.
Em 2024, 128 notificações da doença foram registradas — a maioria na cidade de Piraí, no sul fluminense.
Em 2025, já são 1.484 casos até o dia 15 de maio. As cidades que concentram mais notificações são: Cachoeiras de Macacu (649), Macaé (513), Angra dos Reis (253) e Guapimirim (164).
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