Rio faz ação para melhoria na mobilidade de alunos em Realengo
Pesquisa feita em parceria com ITDP visa proteger estudantes do Ciep Frei Veloso e EM Stella Guerra Duval que vão estudar a pé
Rio de Janeiro|Rafaela Oliveira, do R7*

A Prefeitura do Rio inaugura, nesta terça-feira (7), uma ação do programa 'A Caminho da Escola 2.0' em Realengo, na zona oeste da cidade. No projeto de intervenção, os mais de 60% dos alunos do Ciep Frei Veloso e Escola Municipal Stella Guerra Duval que vão estudar a pé poderão ter ruas mais seguras.
Na intervenção, é proposta uma reorganização do espaço na rua Capitão Teixeira e nos quarteirões próximos às unidades de ensino. A ação da CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro) tem o apoio do ITDP Brasil (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento) e da FIA Foundation.
Segundo informações do Instituto, a região foi escolhida com base no número de sinistros de trânsito entre 2016 e 2020 e na quantidade de equipamentos públicos no entorno.
O programa buscará diminuir a largura das faixas de circulação de veículos para estimular o respeito ao limite de velocidade de 30 km/h. Além disso,s erão implantadas sinalização horizontal e vertical para reforçar a prioridade dos ciclistas, que circulam em grande número na região.

De acordo com a proposta, novas faixas de pedestres também serão implantadas nas esquinas para melhorar a visibilidade e reduzir a distância de cruzamento. Alguns trechos de estacionamento serão utilizados para alargar as calçadas e permitir que se adequem ao intenso fluxo de pedestres da rua, que conta com forte presença de pequenos comércios.
Além da rua Capitão Teixeira, o Instituto também simulou mudanças na rua Franklin Távora, que dá acesso do Ciep Frei Veloso.
Pesquisa com comunidade
Em setembro deste ano, a CET-Rio e o ITDP realizaram atividades com os professores e os estudantes para mapear os principais desafios esfrentados no caminho de casa até a escola. Na pesquisa, comprovou-se que os alunos sofrem com os carros que circulam em alta velocidade, além dos que ficam estacionados nas calçadas e obrigam as crianças a disputarem espaço nas ruas.
"Incluir as crianças no planejamento dessas ações possibilita que elas se sintam pertencentes à cidade. A sensibilização quanto ao tema da segurança viária [referente à circulação de pessoas e carros por ruas e rodovias] faz com que os pequenos sejam multiplicadores de boas práticas para além do ambiente escolar", afirmou o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento.
Nos primeiros oito meses deste ano, o Sistema Único de Saúde totalizou mais de 6.000 crianças e jovens hospitalizados em estado grave devido a atropelamentos no país.
A gerente de Mobilidade Ativa do ITDP, Danielle Hoppe, acredita que o desenho da infraestrutura viária é um fator essencial para a educação da população no trânsito. “Se o nosso sistema de transportes prioriza os usuários mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida, todos os outros usuários estarão mais seguros”, pontuou a especialista.
*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa















