Rio de Janeiro Rio nega pedido de prioridade em vacinação de rodoviários

Rio nega pedido de prioridade em vacinação de rodoviários

Reivindicação do Sindicato Rio Ônibus foi negado pela Secretaria de Saúde ; 59 trabalhadores já morreram por covid-19 na capital

Segundo Rio Ônibus, 3.500 rodoviários foram contaminados

Segundo Rio Ônibus, 3.500 rodoviários foram contaminados

Divulgação

A SMS (Secretaria Municipal de Saúde) do Rio de Janeiro negou nesta quarta-feira (23) a solicitação do Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio) que requeria a retomada da imunização contra covid-19 dos 19 mil profissionais do setor, um dia após o município de Maricá iniciar vacinação de rodoviários.

De acordo com o sindicato, desde o início da pandemia, 59 profissionais perderam a vida na capital fluminense, e mais de 3.500 foram contaminados com o vírus. O Rio Ônibus ressaltou ainda que a classe atua na linha de frente, mantendo ativo o serviço de mobilidade para a sociedade, sem nenhum dia de interrupção, e que a decisão é oposta ao que têm feito as principais cidades do país e do mundo, por considerarem como atividade essencial o transporte coletivo.

O ofício rejeitado pelo município foi enviado aos secretários de Saúde e de Transportes, bem como aos membros da Comissão Permanente de Transportes da Câmara dos Vereadores. No mês de maio, uma audiência pública no plenário do Palácio Pedro Ernesto, no centro do Rio, discutiu o assunto com representantes do setor, quando foi prometida ajuda por parte dos legisladores, segundo o Sindicato.

"Há meses defendemos a priorização da vacinação de motoristas e fiscais de ônibus. Esta resposta é mais um exemplo de descaso com o setor rodoviário. É o ônibus que transporta a população, inclusive os profissionais de saúde. As autoridades municipais falam tanto em retomada da economia, mas esquecem que sem capacidade de deslocamento, nada sai do lugar. Vamos insistir com a defesa de que os rodoviários devem ser priorizados na corrida pela vacina", disse o porta-voz do Rio Ônibus, Paulo Valente.

Segundo o sindicato, mesmo com determinação de utilização de máscaras e higienização regular das mãos e utensílios, os profissionais lidam em média com 200 pessoas diariamente, durante o exercício da função. 

*Estagiário do R7 sob supervisão de PH Rosa

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