RJ: Inea aponta queda de 80% de poluente no ar durante quarentena
NO2 (dióxido de nitrogênio) é um dos principais contaminadores que afetam as vias respiratórias, podendo causar complicações em casos da covid-19
Rio de Janeiro|Isabela Afonso, do R7*, com Record TV Rio

Desde que as medidas de isolamento social entraram em vigor, no último dia 17, no Estado do Rio, a qualidade do ar melhorou. Segundo o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), houve uma queda de até 80% de NO2 (dióxido de nitrogênio), que é um dos principais poluentes do ar e está ligado a problemas de saúde.
Veja mais: Sete pessoas da mesma família se curam da covid-19 em Niterói
De acordo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o NO2 está cada vez mais associado aos casos de bronquite, asma e infecções respiratórias. E, durante esse período de pandemia, essas pessoas são as mais vulneráveis a covid-19 e podem ter mais complicações no quadro, caso apresentem a doença.
A engenheira química e chefe do serviço de monitoramento e qualidade do ar do INEA, Ana Carolina Bellot, disse que a equipe analisou a qualidade do ar uma semana antes da quarente e 15 dias após o isolamento. Nesse período, foi observada a queda expressiva de NO2.
No bairro de Santa Cruz, na zona oeste, e no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a queda chegou a 45%, mesmo com as condições adversas do clima, como o tempo seco, sem chuvas.
Em relação às condições meteorológicas, que influenciam a dispersão e a concentração dos poluentes na atmosfera, os parâmetros monitorados são: direção e velocidade do vento, temperatura, umidade, radiação solar, pressão atmosférica e precipitação.
Leia também
O Inea monitora a qualidade do ar no Estado por meio de 58 estações que medem continuamente parâmetros meteorológicos e as concentrações de poluentes dispersos no ar.
O NO2 (dióxido de nitrogênio) é um poluente emitido principalmente pela queima de combustível em caminhões, ônibus, carros e atividades industriais. Utilizar mais transportes coletivos, bicicletas e andar a pé podem contribuir para a qualidade do ar, segundo a especialista Ana Carolina Bellot.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira
















