Sérgio Cabral é condenado pela 4ª vez

Sentença de Marcelo Bretas determina pena de 15 anos ao ex-governador

  • Rio de Janeiro | PH Rosa, do R7, com Agência Brasil

Cabral foi condenado pela quarta vez

Cabral foi condenado pela quarta vez

JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 05.12.2017

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) foi condenado, nesta terça-feira (19), pela quarta vez pelo MPF. Dessa vez, a pena é de 15 anos de prisão, determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Anteriormente, Cabral já havia recebido outras três sentenças, cuja soma das penas chega a 87 anos de prisão.

Segundo decisão de Bretas, Cabral foi condenado a 15 anos de reclusão e 480 dias-multa por seis crimes de lavagem de dinheiro. A pena foi agravada pelas acusações de que o ex-governador liderava o esquema e de que a prática criminosa envolvia uma organização.

No processo, Cabral é acusado de chefiar um esquema que resultou na ocultação e lavagem de quase R$ 40 milhões e mais de US$ 100 milhões no Brasil e no exterior.

A primeira condenação veio em junho, quando o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), determinou a pena de 14 anos e 2 meses de prisão em regime fechado na Lava Jato por causa dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Em setembro, Bretas condenou Cabral a 45 anos e dois meses de prisão no âmbito da Operação Calicute, um desdobramento da Lava Jato, por causa corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A última condenação saiu em outubro, quando Bretas determinou a pena de 13 anos de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro na operação Mascate.

Outros condenados

Também foi condenada a mulher do ex-governador, Adriana Ancelmo, pelo mesmo crime do marido, a oito anos de prisão em regime semiaberto. Adriana Ancelmo inclusive, deixou nesta terça-feira (19), por volta das 10h, a cadeia de Benfica, com o benefício da prisão domiciliar concedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Outros condenados hoje por Bretas foram Carlos Emanuel de Carvalho Miranda (12 anos de reclusão), Luiz Carlos Bezerra (quatro anos), Sergio de Castro Oliveira (oito anos e oito meses), Ary Ferreira da Costa Filho (seis anos e oito meses), Thiago de Aragão Gonçalves Pereira e Silva (sete anos e quatro meses), Álvaro Novis (13 anos e três meses), Renato Hasson Chebar (17 anos e três meses) e Marcelo Hasson Chebar (17 anos e três meses).

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