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Serial killer da baixada: mulher diz que sobreviveu a 12 golpes de faca ao se passar por morta

Sailson José das Graças é suspeito de ter matado 43 pessoas ao longo de nove anos

Rio de Janeiro|Do R7, com Rede Record

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Cintia mostrou cicatrizes após prestar depoimento em delegacia
Cintia mostrou cicatrizes após prestar depoimento em delegacia

Uma mulher prestou depoimento na tarde desta quinta-feira (11) na DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense) e disse que sobreviveu a 12 facadas de Sailson José das Graças, suspeito de ter matado 43 pessoas ao longo de nove anos — 39 mulheres, três homens e uma criança.

Cintia Ramos Messias, de 21 anos, disse que só sobreviveu porque Sailson acreditou que ela estivesse morta. O crime aconteceu em 8 de setembro, quando a mulher ia para o trabalho em Nova Iguaçu por volta das 5h30. A mulher descreveu o criminoso como um homem alto, negro e de capuz.


Até a tarde de hoje, a DHBF havia identificado ao menos sete vítimas. A partir do depoimento de Sailson, a polícia confirmou as vítimas ao comparar os registros dos crimes aos detalhes descritos pelo suspeito. Das vítimas já reconhecidas, quatro foram mortas por encomenda (três homens e uma mulher), duas mulheres (reconhecidas por fotos) e uma criança de dois anos. O titular afirmou que vai buscar inquéritos em outras unidades da região para identificar outras vítimas de Sailson.

O serial killer foi preso em flagrante, na quarta-feira (10), após a morte de uma mulher em Nova Iguaçu. Em depoimento à polícia, o suspeito disse que matava mulheres por prazer, mas também por encomenda. Ele afirmou que gostava de matar e que estudava as vítimas antes de cometer os crimes.


— Vinha um desejo mais forte... Eu gostava. Tipo um vício. Gostava quando gritava, debatia, me arranhava.

Sailson confessou a morte de ao menos 38 mulheres, mas estaria envolvido na morte de ao menos quatro homens e uma criança. De acordo com o delegado Pedro Medina, da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), ele teria preferência por mulheres brancas e evitava magras e negras, já que lembravam as mulheres de sua família. O suspeito ainda teria dito que gostava de matar mulheres asfixiadas para vê-las morrendo de olhos abertos. Quando o assassinato era encomendado, Sailson utilizava facas para matar.


Junto com Sailson, outras duas pessoas foram presas acusadas de matar Fátima Miranda, em Nova Iguaçu, um dia antes. Cleusa Balbina e José Messias foram levados com Sailson para a especializada onde prestaram depoimentos com informações contraditórias. Segundo a polícia, Sailson disse que a morte de Fátima teria sido encomendada por Cleusa após uma briga. Os três suspeitos moravam juntos.

Sem arrependimentos


Segundo o delegado Pedro Medina, da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), durante o depoimento, Sailson José detalhou a morte de uma criança. O suspeito disse que a morte dela não estava planejada, mas como a criança começou a gritar enquanto a mãe era assassinada, ele resolveu matá-la também.

— Ele sempre busca se furtar da responsabilidade do crime, e isso também era uma forma de obter prazer. Tanto que ele se vangloria e disse: Eu tento sempre cometer o crime perfeito.

De acordo com Medina, o homem disse que a morte da criança é a única da qual ele se arrepende.

O delegado Luís Otávio, também da DHBF, falou sobre o depoimento de Sailson e destacou a frieza do suspeito.

— Ele contou tudo para a gente de uma forma tranquila, não demonstrou remorso. O que mais chamou atenção foi a frieza do autor.

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