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Servidores do Pedro Ernesto criam abaixo-assinado para reivindicar melhorias na unidade

Hospital universitário passa pela maior crise econômica desde a sua criação

Rio de Janeiro|Do R7

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Hospital passa por crise neste início de ano, por falta de recursos
Hospital passa por crise neste início de ano, por falta de recursos

Servidores do Hospital Universitário Pedro Ernesto organizaram um abaixo-assinado na internet para reivindicarem melhorias na unidade de saúde, que passa pela maior crise econômica desde a sua criação, há 60 anos. O documento "Não deixe o Pedro Ernesto morrer" já tem mais de 21 mil assinaturas. O idealizador do abaixo-assinado, o médico Henrique Aquino, afirma que o hospital está abandonado.

— É um absurdo você ver uma instituição desse gabarito, que sempre prestou serviços de qualidade para a população do Rio de Janeiro completamente desassistida, com o risco de fechar as portas. Isso é inadmissível. Isso me mobilizou a chegar à população, pacientes, alunos e funcionários.


No texto, os servidores descrevem obras que não foram finalizadas e pontuam que apenas 100 dos 500 leitos estão ocupados, por falta de infraestrutura, principalmente de limpeza e segurança.

— O corpo clínico tá todo aqui. A gente só não tem condição de botar os pacientes aqui porque não tem o mínimo de estrutura básica.


Os terceirizados que fazem a limpeza e segurança estão com salários atrasados, mas mesmo assim se revezam para que a unidade continue funcionando. Residentes de enfermagem, psicologia e nutrição não recebem e pararam de trabalhar no dia 21. Apenas a residência medica continua trabalhando. A lavanderia também não funciona. O governador Pezão estuda uma forma de cessar a crise.

— Quero fazer uma parceria pra ajudar Pedro Ernesto a sair dessa crise.

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