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‘Tem que ter vontade política’, diz coronel sobre recuperação de territórios dominados pelo tráfico

Em entrevista, militar que liderou Operação Arcanjo, fala sobre a expansão do controle territorial armado do Comando Vermelho

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Coronel Fernando Montenegro liderou a Operação Arcanjo, que ocupou os complexos do Alemão e da Penha.
  • Ele destaca a presença de "enclaves de micro soberania" nas áreas dominadas pelo tráfico, sob controle do Comando Vermelho.
  • Montenegro critica a atuação do Poder Judiciário, que frequentemente solta criminosos, mesmo com uma polícia eficaz.
  • O coronel enfatiza a necessidade de vontade política para recuperar territórios dominados pelo tráfico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em entrevista ao Hora News desta quarta-feira (29), o coronel Fernando Montenegro, que liderou a ocupação dos complexos do Alemão e da Penha na Operação Arcanjo, fala sobre a expansão da área de controle territorial armado do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

Segundo o veterano das Forças Especiais, existem “enclaves de micro soberania” nas regiões dominadas pelo tráfico. “O que a gente tem ali são comunidades com 250 mil pessoas, 400 mil pessoas, em que você tem uma facção como o Comando Vermelho que tem o controle absoluto da economia do que acontece ali dentro. Todos os prestadores de serviço fazem parte do caixa que alimenta o Comando Vermelho. Isso daí, é lógico que só foi possível com a conivência de agentes do Estado”, afirma.


Coronel defende que efetivo de policiais utilizado na megaoperação que deixou mais de 120 mortos foi "pequeno" Reprodução/Record News

Montenegro critica a atuação do Poder Judiciário em relação ao crime organizado. “É muito complicado você ter a melhor polícia do mundo, a polícia do Rio de Janeiro, a polícia que mais combate, que mais se arrisca e você ter a Justiça que mais solta a gente no mundo. É muito complicado”, diz.

O coronel ainda afirma que o efetivo de policiais utilizado na operação foi pequeno para entrar numa área dominada por criminosos. “Existem câmaras nos becos, nas velas, para controlar o acesso de quem entra, ou seja, o efeito surpresa da operação praticamente não existe, tem drones sobrevoando esses complexos de favela o tempo inteiro, eles sabem quem pode chegar”, pontua. Por fim, ele defende que é necessária uma vontade política para recuperar os territórios.

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