Rio de Janeiro Testemunhas afirmam que Marcinho dirigia em alta velocidade

Testemunhas afirmam que Marcinho dirigia em alta velocidade

Segundo o delegado Alan Luxardo, o inquérito policial deve ser concluído na próxima semana para ser enviado ao MP-RJ

  • Rio de Janeiro | Mariene Lino, do R7*, com Record TV Rio

O delegado Alan Luxardo, titular da 42ª DP (Recreio), informou que duas testemunhas no caso Marcinho afirmaram que o carro do jogador estava em 'velocidade excessiva' momentos antes do acidente que matou um casal de professores no dia 30 de dezembro.

Marcinho disse que não estava em alta velocidade

Marcinho disse que não estava em alta velocidade

Reprodução / Instagram

Em entrevista à Record TV Rio, o delegado disse que dois policiais militares passavam pela via em carro próprio e avistaram o veículo do ex-lateral do Botafogo em alta velocidade. Além disso, eles confirmaram que o motorista fugiu sem prestar socorro.

Isso contradiz o depoimento dado por Marcinho na última segunda-feira (4). Ainda segundo o delegado, na ocasião, o jogador disse que trafegava a 60 km/h e negou estar alcoolizado no momento do ocorrido.

Alan Luxardo também disse que os agentes ouviram pessoas que estavam com Marcinho em uma confraternização no dia do crime. Todas afirmaram que não houve ingestão de bebida alcóolica na festa. O delegado reforçou que os depoimentos são importantes para traçar o evento do dia 30 de dezembro.

O caso está sendo tratado pela polícia como duplo homicídio culposo (quando não há intenção de matar) com aumento de pena devido à fuga.

A respeito dos próximos passos, Alan Luxardo informou que a polícia vai terminar de ouvir as testemunhas e juntar os laudos periciais para finalizar o inquérito policial. O documento será enviado ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).

O caso

Na última segunda-feira (4), o delegado Alan Luxardo afirmou que o lateral Marcinho admitiu dirigir o carro que atropelou um casal na avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio, no dia 30 de dezembro.

Ele também disse à polícia que deixou o local sem prestar socorro e abandonou o carro com medo de ser linchado. O veículo foi rebocado para a garagem da casa do pai de Marcinho, onde foi encontrado pela polícia.

O professor universitário Alexandre Silva de Lima morreu na hora. O corpo foi enterrado no último sábado (1º) no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste do Rio.

Já a esposa dele, Maria Cristina Soares, faleceu na noite da última terça (5) após uma semana internada em um hospital particular na Barra da Tijuca, também na zona oeste. Inicialmente, ela foi socorrida em estado grave ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e passou por cirurgia. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de Paulo Guilherme

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