Tráfico de armas de Ronnie Lessa envolveria China, EUA e Brasil  

Perícia encontrou semelhanças entre as armas que seriam do tráfico internacional e as apreendidas no Rio desde 2014

Ronnie é suspeito de tráfico de 
armas

Ronnie é suspeito de tráfico de armas

Reprodução/Record TV Rio

A Polícia Civil encontrou na segunda-feira (13) indícios de que armas apreendidas em favelas podem ter sido vendidas por Ronnie Lessa. De acordo com a perícia existem semelhanças entre as armas que seriam do tráfico internacional e algumas apreendidas no Rio desde 2014.

O ex-policial militar e sua filha foram indiciados no mesmo dia, pelo crime de tráfico internacional de armas. De acordo com as investigações, o suspeito importava peças de armamentos da China e montava esses equipamentos no Brasil desde 2014.

Segundo o delegado da Desarme (Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos), Marcus Amim, Ronnie não trazia as peças diretamente para o Brasil. Antes, o suspeito enviava, via importação, os fragmentos dos armamentos para os Estados Unidos, onde sua filha mora.

Nos EUA, a filha de Ronnie era responsável por modificar a embalagem original do produto e exportava as peças com o título de “peças de metal” para enganar a fiscalização aeroportuária, facilitando a entrada do material no Brasil.

Ainda segundo o delegado da Desarme, essas armas eram vendidas para grupos com envolvimento no tráfico de drogas do Rio de Janeiro, além de milicianos. A nota da Polícia Civil não específica se uma dessas armas pode ter sido usada no assassinato da Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

*Sob supervisão de Celso Fonseca