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TSE determina cassação imediata de presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar

Ele foi condenado junto do ex-governador Cláudio Castro e ficará inelegível até 2030

Rio de Janeiro|Do Estadão Conteúdo

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Bacellar está sem exercer o cargo desde dezembro Thiago Lontra/Alerj

A ministra Cármen Lúcia, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), confirmou nesta quarta-feira (25) que o mandato do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União-RJ), presidente afastado da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), será imediatamente cassado. A fala foi feita em sessão extraordinária e reforçou que, no caso de Bacellar, há perda de mandato e necessidade de retotalização dos votos da eleição de 2022.

Bacellar foi condenado nesta terça-feira (24), junto do ex-governador Cláudio Castro (PL) e do ex-vice-governador Thiago Pampolha por abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022.


Na sessão desta terça, houve dúvida no tribunal sobre a execução da condenação porque, no caso de Castro, a aplicação imediata não se daria, já que ele havia renunciado ao cargo na segunda-feira (23), um dia antes da conclusão do julgamento.

Pampolha, ex-vice-governador de Cláudio Castro, também deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro).


Assim, Cármen Lúcia esclareceu, durante a leitura da ata, que, para Bacellar, a decisão deveria ser aplicada de forma imediata.

“Ministro Floriano (de Azevedo Marques) indagou, no momento, se, considerando que o governador renunciou na véspera, não haveria execução imediata. Nós acompanhamos a relatora (Isabel Gallotti) menos para o governador. E aí, que fique constante na ata que a execução é imediata, porque há a perda do mandato do deputado e a necessidade de retotalização de votos”, explicou a ministra. Segundo ela, a execução imediata não se aplica ao governador justamente porque ele já havia renunciado.


A execução da decisão era central nas articulações políticas em torno do mandato-tampão, por influenciar o cenário de sucessão no governo do Rio de Janeiro. Atualmente, o governo do estado está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto.

A expectativa é que, com a cassação do mandato de Bacellar e a retotalização dos votos, seja realizada uma nova eleição para a presidência da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), cargo atualmente ocupado de forma provisória pelo deputado Guilherme Delaroli (PL).


O novo chefe da Casa poderá assumir o Executivo estadual e conduzir o processo de eleição indireta para governador-tampão do Rio de Janeiro, que exercerá o mandato até dezembro.

Segundo a acusação, Bacellar atuou junto de Cláudio Castro no esquema que utilizou a Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e a Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) para criar mais de 27 mil cargos irregulares comissionados e empregar cabos eleitorais para favorecer a reeleição do governador em 2022. O ex-deputado estadual está inelegível até 2030.

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