Rio de Janeiro Um mês após ser alvo de operação, OS é contratada por governo do RJ

Um mês após ser alvo de operação, OS é contratada por governo do RJ

Sem licitação, organização social ganhou contrato de R$ 14 milhões para gerir a UPA de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por um ano

Gestora de UPA é alvo de investigação do MP-RJ

Gestora de UPA é alvo de investigação do MP-RJ

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Uma organização social foi contratada pelo governo do Estado do Rio por R$ 14 milhões para gerir a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um mês após ter sido alvo de uma operação do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) por suspeita de desvios de verbas dos cofres públicos.

A contratação, que ocorreu sem processo de licitação, foi publicada no Diário Oficial do último dia 23.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde disse que não houve "tempo hábil" para abrir processo regular de contratação, uma vez que a unidade seria fechada e assim permaneceria por, no mínimo três meses, comprometendo a assistência médica da população da região.

O governo estadual disse ainda que a OS apresentou documentação necessária para gerir a UPA por um ano, mas que a nova gestão da Secretaria de Saúde está reavaliando contratos e poderá escolher outra gestora para a unidade no prazo de três meses.

Ao menos 12 integrantes da organização social foram alvo da operação Pagão, do MP-RJ, em 25 de junho, por suspeita de desvios de mais de R$ 9 milhões dos cofres públicos estaduais. Ele são investigados pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

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