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Veja prints de conversas entre Bacellar e TH Joias que embasaram prisão do presidente da Alerj

Rodrigo Bacellar foi preso pela suspeita de repassar dados confidenciais que poderiam ter atrapalhado operação contra TH Joias

Rio de Janeiro|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de vazar informações sigilosas.
  • Ele teria repassado dados da Operação Zargun ao deputado estadual TH Joias, que estava sendo investigado.
  • Mensagens trocadas entre Bacellar e TH indicam que ele orientou o deputado a evitar a ação policial e esconder provas.
  • A PF afirma que a conduta de Bacellar configura violação de sigilo, favorecimento e participação em organização criminosa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal nesta quarta
Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal nesta quarta Thiago Lontra/Alerj - 5.11.2025

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (3) o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União), sob suspeita de ter repassado ao deputado estadual TH Joias informações sigilosas da Operação Zargun, que prendeu o parlamentar em setembro deste ano.

Segundo a investigação, Bacellar não apenas alertou o aliado político como também o orientou sobre como agir para escapar da ação policial.


Análise feita no celular apreendido com TH Joias revelou que, em 2 de setembro, véspera da operação, ele esvaziou seu imóvel e trocou de telefone, passando a usar um número com DDD da Paraíba, 83.

Logo após ativar o novo aparelho, enviou uma lista de contatos urgentes — na qual Bacellar aparecia como o primeiro nome.


As mensagens indicam que TH procurou o presidente da Alerj chamando-o de “01”, informando que passara a usar o novo número. A reação de Bacellar foi uma figurinha, interpretada pela PF como sinal de que o deputado já sabia da troca — e, portanto, já tinha conhecimento prévio do que estava por vir.

Conversa entre Rodrigo Bacellar e TH Joias obtida pela PF
Conversa entre Rodrigo Bacellar e TH Joias obtida pela PF Reprodução/PF

No dia seguinte, 3 de setembro, quando a Polícia Federal executava os mandados da Operação Zargun, a troca de mensagens entre os dois continuou.


TH enviou a Bacellar uma fotografia da tela de um celular, exibindo imagens do sistema de segurança interno do imóvel alvo da operação. A foto mostrava a equipe da Polícia Federal já dentro da casa.

Para a PF, o envio das imagens prova que TH buscava orientação direta enquanto a ação policial ocorria — e que Bacellar acompanhava, em tempo real, a movimentação dos agentes.


TH Joias avisou Bacellar sobre chegada da PF no apartamento dele
TH Joias avisou Bacellar sobre chegada da PF no apartamento dele Reprodução/PF

“Ante o cenário probatório apresentado, se mostra inequívoco o conhecimento prévio e o direcionamento das ações de TH pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar, agente político anômalo na cadeia hierárquica em que transitam informações sigilosas oriundas dos órgãos estatais”, disse a PF.

A investigação aponta que, antes mesmo da operação, o presidente da Alerj orientou TH Joias a retirar objetos da residência que poderiam ser de interesse da persecução penal. Essa interferência, segundo a PF, prejudicou o cumprimento pleno dos mandados.

“Diante do exposto, os fatos narrados neste expediente, não apenas confirmam o vazamento de informações sensíveis da Operação Zargun, como também demonstram a ativa e deliberada obstrução à justiça e ocultação de provas promovidas pelo ex-deputado estadual TH Joias e seus associados”, completou a corporação.

Indícios de autoria e obstrução

A PF e a Procuradoria-Geral da República afirmam que os elementos coletados — como o conteúdo do celular de TH, registros de entrada no condomínio e dados do circuito interno de TV — demonstram:

  • vazamento de informações sensíveis da operação;
  • obstrução ativa à atuação policial;
  • orientação direta de Bacellar a um investigado ligado ao Comando Vermelho;
  • tentativa de ocultação de provas.

Os investigadores destacam que Bacellar, ao se comunicar com TH e orientá-lo, atuou conscientemente para frustrar a ação policial, o que configuraria violação de sigilo funcional, favorecimento real e pessoal, fraude processual, participação em organização criminosa e associação para o tráfico.

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