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Vereador Salvino Oliveira volta ao plenário após ser preso em operação contra o CV: ‘Minha inocência será provada’

O parlamentar postou vídeo em que diz que valor citado em investigação é fruto de prêmio da ONU; Polícia Civil nega

Rio de Janeiro|Do R7

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Salvino discursou na Câmara dos Vereadores ao retornar ao trabalho Reprodução/ TV Câmara

Após ganhar liberdade, o vereador Salvino Oliveira (PSD) retornou ao trabalhos na Câmara do Rio nesta terça-feira (17). Na sessão, o parlamentar se defendeu das acusações de envolvimento com facções criminosas e afirmou que provará sua inocência.

Ao abrir o discurso que durou quase cinco minutos, Salvino disse que, apesar dos momentos de tensão vividos, confia nas instituições.


Ele apresentou uma cópia do extrato bancário para dizer que o dinheiro apontado como suspeito e alvo de investigação é fruto de um prêmio recebido para executar um projeto.

“Fico triste que isso esteja acontecendo, principalmente pela justificativa utilizada. Sou da Cidade de Deus, sim, com muito orgulho. Vim de uma família muito pobre. Superei todos os desafios que a vida me impôs por meio da educação. Fui aluno do Pedro II, mesmo assim não tive uma vida fácil. Comecei a trabalhar com 13 anos, vendia água no sinal e doce no ônibus. Nem nos piores momentos da minha vida pensei em me envolver com facção criminosa. Não seria esse momento”, declarou.


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Premiação da ONU

Salvino Oliveira usou as redes sociais para se manifestar sobre a movimentação financeira de mais de R$ 100 mil citada em investigações da Polícia Civil. Em um vídeo publicado no Instagram, o parlamentar afirma que o valor não tem origem irregular e corresponde a uma premiação internacional recebida por seu trabalho como ativista social reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Documento da ONU mostra que Salvino foi convidado como palestrante da Young Activists Summit, realizada na sede das Nações Unidas em Genebra

Na gravação, Salvino diz que o dinheiro é resultado de um prêmio concedido durante a Young Activists Summit, iniciativa internacional realizada na sede da ONU, em Genebra, que reconhece jovens lideranças de diferentes países por projetos de impacto social. Segundo ele, o reconhecimento foi concedido na categoria Educação, em razão de iniciativas voltadas à inclusão digital e ao acesso de jovens de favelas e periferias à tecnologia e à formação educacional.


O vereador afirma ainda que os valores foram declarados e que a informação teria sido usada de forma equivocada no contexto da investigação. "Esse dinheiro que estão tentando criminalizar é fruto do meu trabalho social, reconhecido internacionalmente", disse Salvino no vídeo divulgado nas redes sociais.

Segundo Salvino, o dinheiro é de um prêmio internacional da ONU por atuação como ativista na área da educação

De acordo com registros da própria Young Activists Summit, Salvino Oliveira esteve entre os jovens homenageados em 2025. O evento é parceiro institucional da ONU e reúne, anualmente, ativistas globais com atuação comprovada em áreas como educação, direitos humanos e inclusão social. O parlamentar aparece listado oficialmente entre os premiados, com projetos desenvolvidos no Rio de Janeiro.


A publicação do vídeo ocorre após o nome de Salvino ganhar destaque durante uma operação policial que investigava possíveis relações entre agentes públicos e o crime organizado. Desde então, o vereador tem se manifestado publicamente para negar qualquer envolvimento ilegal e reforçar a origem lícita dos recursos mencionados.

Polícia nega relação com prêmio

Em nota enviada à imprensa, a Polícia Civil declarou que o montante de R$ 100 mil comunicado ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) como movimentação atípica “não possui qualquer relação com a premiação concedida pela ONU”.

De acordo coma polícia, “os valores apontados como suspeitos são decorrentes de transações realizadas ao longo do segundo semestre de 2024″.

Inclusive, a investigação ressaltou que essas movimentações chamaram a atenção de órgãos fiscalizadores por terem sido identificados depósitos em espécie na conta do investigado.

A polícia também citou transferências provenientes de uma empresa de informática localizada no interior do Complexo da Maré, área sob controle da organização criminosa Comando Vermelho.

Para os investigadores, os elementos reforçam a necessidade de uma apuração rigorosa.

A Polícia Civil afirmou ainda que a “análise das movimentações financeiras dos investigados segue metodologia técnica consolidada, desenvolvida a partir de parâmetros adotados por diversos órgãos de prevenção e investigação no Brasil e no exterior”.

A instituição reafirmou “compromisso com a legalidade, a transparência e a imparcialidade, ressaltando que as investigações prosseguem de forma técnica, isenta e profissional, com o cumprimento de todas as diligências necessárias à conclusão do inquérito”.

Vereador preso

Salvino Oliveira foi preso no dia 11 de março durante uma operação da Polícia Civil do Rio que apura suspeitas de ligação entre políticos e integrantes do Comando Vermelho. Entre os elementos citados no pedido de prisão, a investigação apontava movimentações financeiras consideradas atípicas, que somariam mais de R$ 100 mil em um período de quatro meses.

Salvino Oliveira foi preso no dia 11 de março em uma operação da Polícia Civil do Rio Reprodução/ RECORD

Dois dias depois, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu habeas corpus ao vereador e determinou sua soltura. Na decisão, o desembargador responsável considerou “precário” o conjunto de provas que embasavam a prisão temporária, ressaltando que não havia demonstração concreta da necessidade da medida naquele momento.

A investigação segue em andamento, e a Polícia Civil afirma que ainda analisa os dados financeiros e outros elementos reunidos ao longo da operação.

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