Rio de Janeiro Vigilante de shopping depõe em caso de agressão contra jovem no RJ

Vigilante de shopping depõe em caso de agressão contra jovem no RJ

Segundo a Polícia Civil, os dois suspeitos do crime são PMs, mas ainda não se apresentaram para prestar depoimento na 37ª DP (Ilha do Governador)

  • Rio de Janeiro | Do R7, com RecordTV Rio

A Polícia Civil ouviu, neste sábado (8), um vigilante e um funcionário do shopping na Ilha do Governador, zona norte do Rio, onde um jovem foi agredido por dois homens ao tentar trocar um relógio comprado em uma loja de departamento.

O vigilante, que aparece uniformizado nas imagens, negou que tenha sido omisso diante do caso. Ele afirmou que tentou apaziguar a situação, mas que o momento não foi registrado no vídeo.

Vigilante aparece nas imagens sem interferir em agressão

Vigilante aparece nas imagens sem interferir em agressão

Reprodução

De acordo com os depoimentos, os agressores trabalhavam em uma empresa terceirizada de segurança para o shopping. A polícia já sabe que ambos são policiais militares - antes havia a confirmação, por meio do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), de que apenas um deles é PM.

Os suspeitos, que não tiveram os nomes divulgados, ainda não se apresentaram para prestar depoimento na 37ª DP (Ilha do Governador), mas continuam sendo aguardados nesta segunda (10).

Se indiciados, os agressores podem responder por crime de preconceito em razão de raça e abuso de autoridade.

O caso 

O jovem Matheus Fernandes, de 18 anos, foi abordado dentro de uma loja quando aguardava para fazer a troca de um relógio comprado para o Dia dos Pais. 

Sem explicações, ele foi conduzido pelos dois agressores até a escada de emergência do shopping, onde foi imobilizado e até ameaçado com uma arma.

De acordo com a vítima, os suspeitos não deram chance de explicar que o relógio não era roubado e que a nota fiscal estava no bolso.

O promotor Sauvei Lai disse, em entrevista ao Cidade Alerta RJ, suspeitar que o jovem tenha sido vítima de preconceito. 

"Se o Matheus fosse branco de olho azul, o procedimento adotado por esse segurança, aliás um deles policial militar, seria este? Isto tudo eu vou considerar quando decidir qual a denúncia será oferecida contra os dois homens", disse.

Em nota, a Renner afirmou que os dois homens não prestam serviços para a rede de lojas e ressaltou que busca contato com Matheus para “dar suporte necessário”. A assessoria da empresa também afirmou que cobrou esclarecimentos do shopping.

O Ilha Plaza Shopping afirmou que combate atitudes discrimitatórias de qualquer tema e manifestou repúdio ao caso ocorrido. Ressaltou ainda que afastou a empresa de consultoria de segurança contratada.

A Polícia Militar ainda não se manifestou sobre o caso. 

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