Rio de Janeiro Wilson Witzel decide aterrar buraco de obra do Metrô Rio na Gávea

Wilson Witzel decide aterrar buraco de obra do Metrô Rio na Gávea

Estado teria que investir R$ 300 milhões para estabilizar a estrutura da estação, diz estudo. Obra deveria ficar pronta em 2016 para as Olimpíadas

Wilson Witzel decide aterrar buraco do MetrôRio na Gávea

Autoridades participaram da inauguração da Linha 4 do MetrôRio

Autoridades participaram da inauguração da Linha 4 do MetrôRio

Beto Barata/PR - 30.07.2016

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), declarou nesta quinta-feira (5) que deve aterrar o buraco onde seria construída a estação de metrô da Gávea, na zona sul da capital. A obra, que tinha inauguração prevista para as Olimpíadas de 2016, está parada desde 2015.

Segundo Witzel, a decisão segue um estudo do Governo que indicou que o Estado tenha que investir, pelo menos, R$ 300 milhões para estabilizar as estruturas do buraco da estação da Gávea.

A decisão, de acordo com o governador, é a forma financeira como o Rio de Janeiro pode arcar com o problema de rachaduras em casas no entorno da estação. Atualmente, o buraco tem 36 milhões de litros de água que ajudam a impedir que o terreno da região ceda.

Para Witzel, o término da estação da Gávea não é uma prioridade. No futuro, caso haja recursos, o buraco seria desaterrado e as obras no local seriam retomadas.

"Infelizmente fiz vários estudos para concluir a obra, mas o custo é de quase R$ 1 bilhão. O dinheiro que estamos recebendo não pode ser destinado para terminar a obra do metrô da Gávea enquanto na Rocinha estamos com deslizamento de terra e esgotamento sanitário à céu aberto", disse .

O custo total da Linha 4 do Metrô Rio foi de cerca de R$ 8,5 bilhões. Em valores corrigidos, o trajeto com seis estações, as quais cinco foram entregues, custou R$ 13,6 milhões em valores reajustados, segundo o TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro).

Para o término das obras, o Governo do RJ teria que escavar mais 1,2 km de túneis, que ligariam o Alto Leblon e a Gávea. Até o momento, 42% do trajeto já foi aberto entre os bairros.

Em nota, o TCE-RJ declarou que “cabe ao Poder Executivo a decisão sobre o destino da obra” e que “todas as ações são monitoradas” pelo órgão (abaixo nota na íntegra).

"O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) informa que o custo total das obras da Linha 4 foi de R$ 8,49 bilhões (valores de 2011). Este montante, corrigido para 2019, equivale a R$ 13,6 bilhões. O saldo contratual é de aproximadamente R$ 559 milhões (valores de 2011), o que segundo o Governo do Estado seria de aproximadamente R$ 750 milhões em valores atualizados. Cumpre informar ainda que cabe ao Poder Executivo a decisão sobre o destino da obra (continuidade, paralisação, aterramento, etc) e que todas as ações são monitoradas pelo TCE-RJ por meio de uma Auditoria Governamental Extraordinária de Acompanhamento “pari passu” já em andamento, proveniente de uma decisão plenária de 07 de agosto de 2019."

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa