Rio de Janeiro Witzel entrega alegações finais para julgamento de impeachment

Witzel entrega alegações finais para julgamento de impeachment

Deputado estadual Waldeck Carneiro (PT), relator do processo, vai protocolar o relatório final na quinta-feira (29)

Julgamento do impeachment de Witzel será realizado na sexta-feira (30)

Julgamento do impeachment de Witzel será realizado na sexta-feira (30)

Pilar Olivares/Reuters - 28.08.2020

A defesa de Wilson Witzel (PSC) entregou, na terça-feira (27), as alegações finais do processo de impeachment. Esta é a última etapa antes do julgamento, que ocorre na sexta-feira (30).

Um dia antes, na quinta-feira (29), o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT), relator do processo, vai protocolar o relatório final do impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro que será entregue ao TEM (Tribunal Especial Misto).

Para Carneiro, o julgamento do impeachment de Witzel é o processo “mais importante da história do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) do ponto de vista jurídico-político.”

Na sexta, ocorrerá o julgamento no plenário do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) para decidir o futuro de Witzel.  Ele poderá ser afastado definitivamente do cargo, caso sete dos 10 membros do TEM votem pelo impeachment.

A votação foi marcada para o dia 30 por decisão do desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, que preside o TJ-RJ e o TEM. O prazo das alegações finais da defesa do governador afastado venceria na última quarta (21), mas foi solicitada prorrogação de cinco dias. Desta forma, as alegações poderão ser apresentadas até terça (27).

Wilson Witzel foi interrogado pelo TEM no último dia 7 de abril. Pouco antes do depoimento, o governador afastado destituiu a defesa, mas o interrogatório foi mantido. Na ocasião, ele chorou e se defendeu das acusações.

Witzel é investigado por irregularidades cometidas na Secretaria Estadual de Saúde durante a pandemia de covid-19, quando a pasta estava sob administração de Edmar Santos. O ex-secretário de Saúde, delator do esquema, também foi ouvido pelo TEM e reafirmou acusações.

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