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Petrobras confirma novo poço exploratório em águas profundas da Bacia Potiguar

O governo do Rio Grande do Norte anunciou que a Petrobras irá iniciar a perfuração...

Rio Grande do Norte|Do R7

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O governo do Rio Grande do Norte anunciou que a Petrobras irá iniciar a perfuração de um terceiro poço exploratório em águas profundas na Bacia Potiguar, ampliando a presença da companhia na Margem Equatorial. O comunicado foi feito após reunião entre a governadora Fátima Bezerra e a presidente da estatal, Magda Chambriard, acompanhada de diretores da empresa.

O novo poço, batizado de Mãe Ouro, será perfurado a cerca de 52 km da costa potiguar, em uma profundidade superior a 2 mil metros. A expectativa é que a sonda seja posicionada no local em janeiro, após a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para transferência.


Segundo informações repassadas ao governo estadual, os levantamentos sísmicos indicam forte potencial de descoberta de petróleo na área, o que poderia viabilizar a criação de um cluster offshore — arranjo produtivo localizado fora da costa, reunindo diversas atividades ligadas à exploração e produção.

A governadora destacou que “a perfuração desse terceiro poço sinaliza o compromisso da companhia em desenvolver a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, trazendo grande potencial de desenvolvimento econômico para o Rio Grande do Norte, com geração de emprego e renda para o nosso povo”.


Continuidade das operações na Margem Equatorial

O Mãe Ouro se soma aos poços Pitu Oeste e Anhangá, já perfurados na mesma região, nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762. Ambos passam por análises de viabilidade técnico-comercial e integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.


No caso de Pitu Oeste, perfurado em janeiro de 2024, a Petrobras confirmou a presença de hidrocarboneto em águas profundas, a 52 km da costa, mas ainda sem definição sobre a viabilidade econômica. Já o poço Anhangá, descoberto em abril do mesmo ano, apresentou acumulação de petróleo a 2.196 metros de profundidade e 79 km da costa potiguar, próximo à divisa com o Ceará.

A distância entre Pitu Oeste e Anhangá é de aproximadamente 24 km, e as avaliações continuam para determinar o potencial de exploração conjunta.


Importância estratégica da Bacia Potiguar

Localizada na Margem Equatorial, a Bacia Potiguar integra uma faixa de mais de 2,2 mil km que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) considera a região uma nova fronteira exploratória em águas profundas e ultraprofundas, com comparações ao potencial do pré-sal.

Além da Bacia Potiguar, essa margem abriga as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas e Ceará. Especialistas apontam que a área pode conter reservas significativas de petróleo, mas há ressalvas de ambientalistas, que alertam para riscos de impactos ambientais sobre ecossistemas sensíveis, especialmente próximos ao território amazônico.

A movimentação da Petrobras no estado marca uma guinada em relação à decisão tomada em 2023, quando a empresa encerrou suas operações em campos terrestres no RN e vendeu ativos, incluindo a refinaria Clara Camarão. Poucos meses depois, a companhia reabriu a sede local e anunciou a instalação de um centro especializado em energia renovável em Natal, reforçando a presença no território potiguar.

Além da exploração offshore, a visita da presidente Magda Chambriard ao estado, prevista para outubro, deve abrir discussões sobre novos investimentos e parcerias estratégicas para o setor de petróleo e gás.

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