São Paulo Adolescente que matou professora em SP ficará internado provisoriamente, determina Justiça 

Adolescente que matou professora em SP ficará internado provisoriamente, determina Justiça 

Aluno deve ficar até 45 dias na Fundação Casa; após sentença, ele poderá cumprir medida socioeducativa de até três anos

  • São Paulo | Do R7

Escola Estadual Thomázia Montoro foi alvo de ataque na última segunda-feira (27)

Escola Estadual Thomázia Montoro foi alvo de ataque na última segunda-feira (27)

DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

O adolescente que matou a professora Elisabeth Terneiro, de 71 anos, ficará internado provisoriamente por até 45 dias em uma unidade da Fundação Casa. Isso porque o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aceitou o pedido do Ministério Público, nesta terça-feira (28), que requeria a internação dele.

A decisão segue as regulamentações do artigo 183 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Segundo o TJ, ainda será "marcada uma audiência de apresentação para que ele seja ouvido, na presença de seus representantes legais". Como o caso tramita em segredo de justiça, outros detalhes não foram divulgados.

Após a sentença, o jovem poderá cumprir medida socioeducativa de até três anos.

Relembre o caso

O adolescente foi apreendido após ter atacado e ferido, com uma faca, quatro professores e dois alunos na Escola Estadual Thomázia Montoro, localizada na rua Doutor Adolfo Melo Júnior, na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (27). O ataque ocorreu por volta das 7h30, quando as aulas já tinham começado.

Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, uma das docentes atacadas pelo estudante, não resistiu aos ferimentos e morreu. Ela era funcionária aposentada do Instituto Adolfo Lutz, e, desde 2013, passou a se dedicar ao ensino de crianças.

Pais de estudantes ouvidos pela reportagem contam que teriam ocorrido brigas entre alunos na última semana. O autor dos ataques teria sido um dos envolvidos, e a professora Elisabeth, vítima do atentado, uma das que separaram os conflitos.

Em depoimento, o rapaz afirmou que sofreu bullying ao longo de dois anos nas escolas em que estudou e que treinava golpes de faca em um travesseiro. As informações foram divulgadas pelo delegado Marcos Vinicius Reis, do 34° Distrito Policial, responsável pela investigação.

"Falavam que ele era franzino, sobre o cabelo dele", afirmou o delegado em entrevista coletiva nesta terça-feira (28). Reis diz, no entanto, ter dúvidas ainda sobre a motivação e afirma que a investigação prossegue.

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