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Alunos de escola atacada em SP fazem abaixo-assinado por aulas online: 'Traumatizados'

Apesar dos esforços, a Secretaria de Educação afirmou nesta quinta (26) que as aulas serão retomadas presencialmente em novembro

São Paulo|Isabelle Amaral, do R7

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Ataque a Escola Sapopemba deixou uma aluna morta
Ataque a Escola Sapopemba deixou uma aluna morta

Os alunos da Escola Estadual Sapopemba, na zona leste São Paulo, atacada a tiros na última segunda-feira (23), abriram um abaixo-assinado para pedir aulas online até o fim do ano. Na descrição, o responsável pela abertura do requerimento pede que haja consideração pelos estudantes, que estão "traumatizados, em estado de choque e com o psicológico abalado".

Até as 10h40 desta quinta-feira (26), 10.902 pessoas tinham assinado o pedido a favor das aulas online. A próxima meta é de 15 mil assinaturas.


Os estudantes apresentaram no site do abaixo-assinado os motivos para assinar a petição. "Será inviável ficar cinco horas na sala de aulas, todos com medo, angústia e esperando os sons de tiros. Acredito que terminar o ano em forma de EAD será menos doloroso", comentou um deles.

"Todos nós não conseguimos comparecer na escola mais. Espero que mais gente possa assinar e que isso chegue na direção", pediu uma aluna.


Em nota ao R7, a Secretaria de Educação de São Paulo afirmou que lamenta e se solidariza com as vítimas do ataque, porém "a escola terá seu retorno presencial no dia 6 de novembro pautado na escuta ativa e no acolhimento".

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Ainda segundo a pasta, oito psicólogos estão à disposição na unidade de educação para atendimento, com ou sem agendamento. "A Secretaria da Educação e a Secretaria da Segurança Pública estudam novas ações para a prevenção de atos violentos nas escolas da rede", completou o órgão.

Relembre o caso

Giovanna foi assassinada com tiro na cabeça
Giovanna foi assassinada com tiro na cabeça

O ataque à Escola Estadual Sapopemba, na última segunda-feira (23) deixou a estudante Giovanna Bezerra, de 17 anos, morta ao ser baleada na cabeça. Outras três pessoas ficaram feridas, sendo que uma delas se machucou ao tentar fugir do atirador.

O adolescente de 16 anos responsável pelos disparos foi apreendido. Ele usou a arma do pai, que estava legalizada, para cometer o crime.

Segundo o advogado do jovem, ele sofria bullying havia mais de dois anos por ser homossexual e gravava os ataques que sofria.

A defesa alega, ainda, que a mãe do adolescente apreendido procurou a diretora da escola para denunciar os episódios de bullying. Entretanto, ela teria apenas recomendado que o jovem mudasse de unidade.

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