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Apesar de toda chuva, população de São Paulo corre o risco de ficar sem água em 2026, alerta climatologista

Reservatórios operam abaixo de 20%; segundo pesquisador, Sistema Cantareira não se recuperou desde a crise hídrica de 2014

São Paulo|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Reservatórios do Sistema Cantareira operam abaixo de 20%, mesmo com chuvas constantes.
  • Especialista afirma que a água não chega às áreas dos reservatórios devido a fatores climáticos.
  • A crise hídrica se arrasta há quase 10 anos, sem recuperação significativa desde 2014.
  • Conscientização da população sobre o uso da água é crucial para evitar racionamento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O sistema de abastecimento de água da Cantareira, em São Paulo, opera com os reservatórios abaixo de 20%. Mas o estado, e principalmente a região metropolitana, vem lidando com chuvas constantes.

Em entrevista ao Hora News desta sexta-feira (16), José Marengo, climatologista e coordenador geral de pesquisa e desenvolvimento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), afirma que, em 2026, a população do estado pode ter que enfrentar as torneiras secas. “Infelizmente sim, corre o risco”, responde.


Ele explica que a crise hídrica em São Paulo ocorre porque, apesar do intenso volume de chuvas na capital, a água não cai na área dos reservatórios.

Climatologista alerta para condições similares à crise hídrica enfrentada em São Paulo em 2014 Reprodução/Record News

“Com o aumento das temperaturas, a preocupação é que a população use água em excesso pelo calor, e isso pode comprometer o volume armazenado. E, realmente, a probabilidade de que nós tenhamos muita chuva neste verão, sobre particularmente a área da Cantareira, é bastante baixa”, diz. O especialista alerta para condições similares à crise hídrica enfrentada no estado em 2014 e 2015.


Marengo aponta que, após 2014, o sistema ainda não se recuperou. “Com exceção de 2022, que chegou a 73% do volume armazenado, desde 2015 até o momento, a gente não ultrapassou 50% do volume de armazenamento. Ou seja, a crise de agora é algo que já se vem alastrando desde quase uns 10 anos”, destaca.

O climatologista cita racionamento de água, diminuição da pressão nas torneiras e, principalmente, conscientização da população como medidas que podem ser consideradas em caso de evolução da situação. “Temos que conscientizar, como população, que a água não é ilimitada, que estamos em uma crise, que nós não queremos chegar a um racionamento de corte de vários dias, particularmente no verão, e que depende de nós reduzirmos esse consumo”, conclui.

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