São Paulo Após prender Cupertino, polícia mira suspeitos de ajudar em fuga

Após prender Cupertino, polícia mira suspeitos de ajudar em fuga

Investigação entende que acusado de matar o ator Rafael Miguel foi financiado por amigos com desmanches de veículos

  • São Paulo | Do R7, com informações do Cidade Alerta, da Record TV

Paulo Cupertino

Paulo Cupertino

Divulgação/Polícia Civil de SP

Após prender o empresário Paulo Cupertino Matias na segunda-feira (16), a polícia de São Paulo quer avançar nas investigações sobre amigos que teriam financiado a fuga do réu, que era procurado pelo assassinato do ator Rafael Miguel e dos pais dele, ocorrido em 2019.

O delegado Wendel Luiz de Souza, do 98º DP, um dos responsáveis pelo flagrante, afirmou esperar que o depoimento de Cupertino ajude a polícia a avançar na investigação sobre a ajuda recebida. "Com o depoimento, muita coisa vai se esclarecer", afirmou Wendel. 

A ideia de avançar na investigação foi corroborada pelo delegado-geral, Osvaldo Nico Gonçalves, que afirmou que Cupertino teria ajuda de amigos que seriam donos de desmanches de carros. "Quem ajudou esse vagabundo agora vai pagar, vai ser responsabilizado", afirmou em coletiva na segunda-feira. Nico não citou nomes ao se referir aos supostos amigos. O Ministério Público já denunciou dois homens pelo crime de favorecimento pessoal pela suposta ajuda a Cupertino. 

O empresário estava foragido desde 2019, quando teria atirado 13 vezes nas vítimas em frente à casa da sua família. Segundo a investigação, ele não aceitava o namoro da filha, a estudante Isabela Tibcherani, de 18 anos na época, com Rafael. 

Cupertino foi acusado de triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. A Justiça já aceitou a denúncia, transformando Cupertino em réu. O processo tramita em segredo de Justiça. 

Prisão

O acusado de triplo homicídio estava hospedado havia 40 dias em um hotel na avenida Interlagos. A polícia recebeu uma denúncia e fez campana no local por cerca de dez dias até o flagrante, ocorrido quando o acusado voltava para o hotel. Wendel afirma que Cupertino usava máscara de proteção e um boné. Além disso, aparentava certo cansaço.

A prisão foi comemorada pela cúpula da Polícia Civil de São Paulo, já que Cupertino era considerado o procurado número 1 da polícia. Osvaldo Nico Gonçalves afirmou que o foragido voltou para São Paulo para buscar recursos, já que estaria sendo monitorado pela polícia e com pouca possibilidade de financiamento para se manter escondido. "Acabou o dinheiro, ele teve que voltar. Estava sendo monitorado. Veio buscar dinheiro, sambou", disse Osvaldo Nico.

Nico, que assumiu o cargo de delegado-geral no mês passado, relembra que, como delegado de polícia, atuou no caso e chegou a ir ao Paraguai seguindo o rastro de Cupertino. Conta que por pouco não flagrou o suposto assassino trabalhando em uma banca de sanduíches. "Alguém contou pra ele que estávamos perto, e ele fugiu. Perdemos ele por cinco minutos", diz. No total, a polícia de São Paulo calcula ter visitado mais de cem locais em busca do criminoso.

O delegado-geral exaltou o trabalho da polícia e afirmou que o caso mostra um novo momento. "Aqui em São Paulo bandido não vai se criar. Eu falei isso a minha vida inteira. Nós temos que limpar", disse.

Caso Cupertino: relembre a investigação do crime até a prisão do assassino

Últimas