São Paulo ​Assédio no Metrô: homem se masturba depois de pedir informações para jovem

​Assédio no Metrô: homem se masturba depois de pedir informações para jovem

​Reportagem presenciou momento que homem fugiu correndo da Estação República

Assédio no Metrô: homem se masturba depois de pedir informações à jovem

Metrô faz campanha para vítimas denunciarem abusos

Metrô faz campanha para vítimas denunciarem abusos

Divulgação/Metrô SP

​A fotógrafa Amanda Venceslau, de 26 anos, é mais uma vítima de assédio sexual no Metrô de São Paulo. Por volta das 19h20 da última quarta-feira (1°), a jovem foi abordada por um homem que pediu informação sobre como chegar em uma rua. A fotógrafa disse que não sabia e seguiu sentido a escada rolante da estação. Instantes depois, quando olhou para trás, o homem estava com o pênis para fora da calça, se masturbando.

O assédio aconteceu na Estação República do Metrô, onde ela desceu para fazer a transferência da Linha 3-Vermelha para a Linha 4-Amarela. A fotógrafa acredita que o homem a abordou apenas para dar tempo dos outros usuários do Metrô saírem e os dois irem sozinhos para escada rolante.

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"Ele demorou muito para dizer o nome da rua, eu já achei estranho. Falei que não sabia, mas ele podia pedir informação para outra pessoa, virei as costas e fui embora", disse a jovem. "Fui a última pessoa a subir na escada rolante. Ele me esperou, esperou todo mundo passar para fazer isso", completou.

A fotógrafa afirmou que não havia notado a presença do homem antes de ser abordada por ele.

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Quando viu o homem se masturbando, Amanda partiu para cima e deu um tapa no ombro dele.

— Ele disse o clássico dos homens: que eu era louca.

A jovem, então, começou a gritar na estação. A reportagem presenciou o momento que a fotógrafa xingou o homem, que saiu correndo da estação sem que as pessoas entendessem o que aconteceu. Nenhum segurança foi visto no local.
A fotógrafa seguiu a viagem sem denunciar a nenhum funcionário do Metrô.

O R7 procurou a assessoria de imprensa do Metrô para saber o que a companhia sugere que as mulheres façam em casos de assédio no transporte, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

*Com colaboração de Kaique Dalapola, estagiário do R7