São Paulo Atrasados, blindados com jatos de água não serão usados em protestos contra a Copa em SP

Atrasados, blindados com jatos de água não serão usados em protestos contra a Copa em SP

Veículos terão canhões que também soltam gás lacrimogêneo e tinta

  • São Paulo | Fernando Mellis, do R7

Na Turquia (foto), polícia dispersa manifestantes com jatos de água

Na Turquia (foto), polícia dispersa manifestantes com jatos de água

AFP

A Polícia Militar paulista aguardava pelo menos um carro blindado com canhões de água para ser usado durante os protestos contra a Copa do Mundo. No entanto, nesta quinta-feira (29), o CPCopa (Comando de Policiamento da Copa) informou ao R7 que nenhum dos quatro veículos encomendados pela corporação será entregue antes do Mundial.

Os “caveirões” serão equipados com canhões capazes de jogar água a uma distância de 60 m para dispersar tumultos. Além disso, poderão também despejar tinta e gás lacrimogêneo.

Esse tipo de veículo já foi usado no Brasil durante a ditatura militar — era conhecido como “brucutu” — e é utilizado em manifestações na Europa, Oriente Médio, Ásia e até em países da América do Sul. No ano passado, eles foram usados pelas polícias do Rio do Distrito Federal.

Em março, o comandante da PM, coronel Benedito Roberto Meira, disse que os blindados não serão empenhados em todas as manifestações. Segundo ele, essa é uma forma de evitar o confronto entre policiais e pessoas que estejam causando algum tipo de tumulto.

— Esses caminhões, geralmente, são usados quando se tem a presença de vândalos violentos.

A polícia abriu licitação para 14 blindados, sendo que quatro terão canhões de água para agir no controle de distúrbios civis. O custo total aos cofres públicos deverá ser de aproximadamente R$ 35 milhões.

O CPCopa diz que a compra não teve relação com o Mundial. A nota ainda acrescenta que a aquisição objetivou “a necessidade operacional face ao novo perfil de manifestações em São Paulo”.

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