São Paulo ‘Cangaceiro Trader’, que prometia grana fácil em golpe, é preso em condomínio de luxo em SP 

‘Cangaceiro Trader’, que prometia grana fácil em golpe, é preso em condomínio de luxo em SP 

Investigação mostrou que possíveis fraudes praticadas por Emanuel Santos contra seus clientes ultrapassam R$ 10 milhões

  • São Paulo | Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Emanuel Santos, conhecido como 'Cangaceiro Trader'

Emanuel Santos, conhecido como 'Cangaceiro Trader'

Reprodução/Redes sociais

Francisco Emanuel Pereira dos Santos, conhecido como "Cangaceiro Trader" ou "Canga", foi preso em um condomínio de alto padrão em Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (14), após uma operação feita pelo MP-CE (Ministério Público do Ceará), em parceria com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de São Paulo.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o suspeito. Durante as buscas, a polícia apreendeu equipamentos eletrônicos, blocos de anotações, um carro e relógios de luxo.

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O cearense é suspeito de praticar lavagem de dinheiro, estelionato e crimes contra a economia popular.

Ele se apresenta como "trader de maior reconhecimento mundial" em suas redes sociais, que contam com mais de 300 mil seguidores — e por meio das quais oferece cursos e propostas de "alavancagem de contas".

Trader é o nome atribuído ao investidor do mercado financeiro que busca ganhar dinheiro com operações de curto prazo, aproveitando-se da volatilidade do mercado. 

Por meio de sua defesa, o influenciador afirma que sabe da gravidade das acusações e diz que colabora com as investigações para esclarecer o caso. 

Investigação

Emanuel Santos vendia cursos nas redes sociais

Emanuel Santos vendia cursos nas redes sociais

Reprodução/Redes sociais

Durante as investigações, o Nuinc (Núcleo de Investigação Criminal) do MP-CE identificou vítimas do esquema em cinco estados brasileiros: Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Nos depoimentos, elas relatam o funcionamento do golpe. Uma das operações fraudulentas que mais chamaram a atenção da polícia era a "quebra da banca".

Quando o investimento em determinadas ações da Bolsa fracassava, o trader se apropriava do dinheiro dos clientes e repassava parte da grana para uma corretora parceira.

A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário do suspeito, e a polícia identificou movimentações milionárias em suas contas — característica presente em crimes de lavagem de dinheiro. 

Embargo do dinheiro nas contas do suspeito

O Nuinc pediu o embargo de R$ 6 milhões das contas do investigado como medida cautelar para salvaguardar o patrimônio das pessoas que foram prejudicadas pelos golpes. O Ministério Público calcula que as fraudes aplicadas contra os clientes ultrapassem os R$ 10 milhões.

O nome da Operação Terra Prometida faz alusão à empresa de Emanuel Santos, a Zion Investimentos, que vem do hebraico. No caso investigado, Canga, na condição de coach, prometia uma série de vantagens às vítimas, mas nunca as cumpria.

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