Casal de adolescentes desaparece na região da Cracolândia
Bruna Ferreira e o namorado Bryan foram vistos pela última vez às 21h da última segunda-feira (2)
São Paulo|Plínio Aguiar, do R7

Uma menina, de 13 anos, e o namorado, de 14, estão desaparecidos desde às 21h da última segunda-feira (2). Os adolescentes foram vistos pela última vez em direção a estação de metrô da Luz, no centro de São Paulo — a região é conhecida como Cracolândia.
Bruna Luiza Silva Ferreira estava em casa, em Suzano, município da região metropolitana paulista, com uma amiga do colégio. A jovem mora com a mãe e os avós maternos em um apartamento no condomínio Estrada Santa Mônica.
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Por volta de 17h, a mãe de Bruna, a advogada Mônica da Silva Ferreira, de 32 anos, ligou para checar se estava tudo bem com a filha. “Ela me disse que sim. Falou que estava arrumando a casa.”
Passados alguns minutos, a avó de Bruna ligou para Mônica, questionando se ela havia entrado em contato com a adolescente, porque ela não tinha visto a menina no apartamento. “Disse que tinha falado com ela, mas não dei atenção porque talvez ela estivesse na área de convivência do prédio”.
Quando a advogada chegou no condomínio, por volta de 21h30, começou a procurar pela filha e não a encontrou. Começou, segundo ela, um sentimento estranho. “Eu vi pelas imagens de câmeras de segurança do condomínio que o namorado da Bruna estava com ela e a amiga aqui no prédio”, informou Mônica.
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O namorado é Bryan, de 14 anos. Ele mora no condomínio ao lado de Bruna e, por ter amigos no prédio da namorada, sempre estava por lá. Sendo assim, o acesso do jovem era liberado pelos porteiros.
Segundo a advogada, os dois estão juntos há pelo menos quatro meses. “O porteiro disse que a amiga da Bruna ficou no portão do prédio esperando um familiar, enquanto os dois entraram em um carro”, relatou.
Em seguida, Mônica foi a casa da amiga de Bruna e a questionou sobre onde a filha poderia ter ido. “Depois de muita pressão, ela comentou que ambos iam na casa do tio-avô do Bryan”. A família acionou o parente do adolescente, um policial militar aposentado que vive na Luz. “Ele confirmou que ambos foram até a casa dele, mas que por volta de 21h voltaram para o metrô”, conta. Desde então, não há paradeiro dos dois adolescentes.
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A mãe de Bruna informa que a filha levou o celular, mas deixou o chip. A advogada entrou em uma rede social da filha e conseguiu ter acesso a última entrada do dispositivo móvel naquela conta. “É um celular que foi localizado no bairro do Paraíso”, conta.
Durante a procura pela filha, uma das amigas de Bruna contou para a advogada que a adolescente estava grávida. “Eu não sei em quem acreditar”, diz. Mônica apenas tem um desejo: “quero encontrar a minha filha. Ela é uma boa menina”.















