Caso da PM Gisele mostra que sociedade deve interferir quando percebe relacionamento abusivo, diz advogada
Segundo Thais Cremasco, coordenadora do Núcleo de Violência Contra a Mulher da OAB-SP, todo o entorno do casal sabia que ela poderia estar correndo risco
São Paulo|Do R7, com RECORD NEWS
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O tenente-coronel da PM Geraldo Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18) por feminicídio e fraude processual no caso da morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. No começo, o caso foi registrado como suicídio, mas as investigações apontaram para outro rumo.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (18), a coordenadora do Núcleo de Violência Contra a Mulher da OAB São Paulo, Thais Cremasco, fala que essa prisão é preventiva, para que ele pare de atrapalhar o processo de investigações do caso e não fique mais tentando mudar as provas: “O que nos deixa ainda mais evidente que provavelmente ele cometeu essa violência”.
Thais acredita que o tempo de prisão preventiva do tenente-coronel será suficiente para coletar evidências que o indiciem de fato. Mas reforça a importância de políticas públicas voltadas para a prevenção desse tipo de crime.
“O entorno dessa policial comentava que sabia que ela estava em um relacionamento abusivo. E, ainda assim, nós, enquanto sociedade, muitas vezes a gente não interfere em situações como essa por entender que isso faz parte da esfera íntima da pessoa. Mas veja, existiam inúmeros indícios que demonstravam que ela já estava em um relacionamento violento”, analisa a especialista.
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