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Caso Gisele: Corregedoria da PM abre processo de expulsão de tenente-coronel preso

Geraldo Neto é o principal suspeito de matar a policial Gisele Alves; caso aconteceu no dia 18 de fevereiro

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Corregedoria da PM abriu processo de expulsão do tenente-coronel Geraldo Neto, preso por feminicídio.
  • Geraldo é suspeito de matar sua esposa, a policial Gisele Alves, em 18 de fevereiro, alegando suicídio.
  • A investigação refutou a versão de suicídio, apontando evidências de que Gisele foi assassinada por seu marido.
  • Geraldo Neto apresenta uma resistência ao divórcio, o que era um desejo de Gisele, evidenciando um relacionamento abusivo.

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Caso Gisele: Denúncias anônimas relacionam marido de policial morta a assédio moral e ameaças
Réu na Justiça Militar e na Justiça Comum, Geraldo é o principal suspeito de matar Gisele Reprodução/Redes Sociais

A Corregedoria da PM (Polícia Militar) abriu um processo de expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, atualmente detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

Réu na Justiça Militar e na Justiça Comum, ele é o principal suspeito de matar a mulher, a policial Gisele Alves Santana, no apartamento onde os dois viviam, no Brás, centro de São Paulo. O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro.


O tenente-coronel nega que tenha matado a mulher e alega que ela atentou contra a própria vida com um tiro na cabeça. Procurada pela reportagem, a defesa de Neto não retornou.

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A informação sobre o processo de expulsão foi confirmada pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, e pelo coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário executivo da pasta.


Se a expulsão for confirmada e Geraldo Neto deixar a corporação, ele perderá de forma definitiva o salário bruto de aproximadamente R$ 29 mil que ele recebe como tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo.

Entenda o caso

Gisele morreu com um tiro na cabeça na manhã do dia 18 de fevereiro, no apartamento em que ela vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto. Só o casal estava em casa.


Geraldo Neto contou à polícia que a mulher se suicidou depois que ele manifestou a ela o desejo do divórcio.

O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas foi modificado para morte suspeita após a família da vítima relatar que ela vivia uma relação abusiva, com excesso de controle e ciúmes por parte de Geraldo Neto.


A polícia afirma que a versão do tenente-coronel não se sustenta e que Gisele foi assassinada pelo marido, ou seja, foi vítima de feminicídio. A conclusão foi feita com base em uma série de indícios técnicos que a perícia encontrou durante a apuração do caso.

Entre as evidências estão marcas de unha na região do pescoço e do rosto de Gisele; manchas de sangue dela no banheiro, na bermuda e na toalha de Geraldo Neto; a maneira como a arma foi encontrada na mão da vítima e o modo como o corpo da policial estava disposto no chão, indicando uma provável manipulação da cena do crime.

Outro importante elemento explorado pelos investigadores foi a relação do casal. A Polícia Civil extraiu as mensagens trocadas por Geraldo Neto e Gisele, e o que eles encontraram foi o retrato de um casal que vivia com constantes brigas, instabilidade, mas também o de uma mulher submetida a um casamento de muito controle, submissão e ciúmes.

Para a polícia, esses diálogos desmentiram a versão do tenente-coronel de que ele desejava o divórcio. O interesse pela separação, na verdade, partia de Gisele, e era Geraldo quem impunha uma resistência a esse término.

A Corregedoria da Polícia Militar também abriu uma investigação, e tanto a Justiça Militar como a Justiça Comum decretaram a prisão do tenente-coronel. Geraldo Neto foi detido no dia 18 de março e aguarda julgamento.

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