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Caso Gisele: tenente-coronel Geraldo Neto é preso no interior de SP suspeito de feminicídio

Policial nega as acusações e ficará detido no presídio militar Romão Gomes, na capital paulista

São Paulo|Do R7, com RECORD e Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tenente-coronel Geraldo Neto foi preso em São José dos Campos, suspeito de matar a policial Gisele Alves Santana.
  • Prisão foi solicitada pela Polícia Civil após laudo da exumação indicar possíveis sinais de feminicídio.
  • Investigação revela que Gisele temia por sua vida devido ao comportamento possessivo de Neto.
  • Neto nega as acusações e permanece detido no presídio militar Romão Gomes, enquanto sua defesa busca habeas corpus.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O tenente-coronel Geraldo Neto, suspeito de matar a policial militar Gisele Alves Santana, foi preso na manhã desta quarta-feira (18), na região central de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Após receber voz de prisão em seu apartamento por volta de 8h20 desta quarta, Neto deixou o local cerca de 30 minutos depois junto a policiais.


A Polícia Civil de São Paulo solicitou, na terça-feira (17), a prisão preventiva do tenente-coronel, após a análise do laudo da exumação do corpo de Gisele, feita na sexta-feira (6).

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Segundo informações do comentarista do “Balanço Geral”, da RECORD, Roberto Guastelli, a prisão de hoje, porém, ocorreu após representação da Corregedoria Militar.


O tenente-coronel ficará detido no presídio militar Romão Gomes, na capital paulista, e as investigações continuam paralelas entre a Corregedoria Militar e a Polícia Civil para esclarecer o caso.

Laudos e depoimentos levantaram suspeitas

O tenente-coronel é suspeito de matar Gisele, que foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia. O caso ocorreu há um mês, em 18 de fevereiro, e está sob investigação para determinar se a causa da morte foi suicídio ou feminicídio.


Segundo Geraldo Neto, a mulher teria tirado a própria vida momentos depois de uma discussão na qual ele teria proposto a separação do casal.

Na versão do policial, ele estava no banho no início da manhã daquele dia quando ouviu o barulho de um disparo e, em seguida, encontrou Gisele já baleada no chão.


De acordo com fontes da polícia, as investigações encontraram divergências em relação à versão apresentada por Geraldo Neto.

Um dos socorristas que atendeu à ocorrência, ouvido pela polícia, afirmou que o tenente-coronel não parecia ter saído do banho, conforme alega o militar. Ele estaria seco e o imóvel não apresentava marcas de água pelo apartamento, disse.

O mesmo socorrista disse que a arma estava bem encaixada na mão de Gisele - algo que, segundo ele, nunca havia visto em 15 anos de profissão em casos de suicídio - e que o sangue da policial já estava coagulado.

Outro indício considerado pela polícia é o tempo que o tenente-coronel teria levado para pedir socorro para a mulher após o disparo. Isso porque, segundo uma vizinha, o estampido do tiro teria sido ouvido por ela às 7h28, enquanto a primeira ligação feita pelo policial para pedir ajuda ocorreu às 7h57 - quase 30 minutos depois.

O laudo revelou que Gisele não estava grávida, nem havia consumido álcool ou drogas antes do incidente, além de sinais de mãos e unhas no pescoço e no rosto da vítima, o que sugere possível esganadura. 

Novos documentos incluem análises detalhadas das marcas encontradas no corpo de Gisele e da trajetória do tiro que causou sua morte. Esses elementos reforçam a hipótese de feminicídio.

Familiares apontam ciúmes do tenente-coronel

Gisele era casada com o tenente-coronel e tinha uma filha de 7 anos de outro relacionamento. Relatos indicam que Neto era ciumento, e amigos próximos afirmaram que Gisele temia por sua vida devido ao comportamento possessivo dele.

Em depoimento à polícia, a mãe de Gisele afirmou que o relacionamento era conturbado e que Neto seria abusivo e violento, proibindo a mulher de usar batom, salto alto e perfume e cobrando a realização das tarefas domésticas de forma rigorosa.

Ainda segundo depoimento da mãe de Gisele, quando a soldado mencionou a intenção de se separar do marido, ele teria enviado pelo celular uma foto em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.

O ex-marido de Gisele prestou depoimento à Polícia Civil na sexta-feira (13) e afirmou que ela não tinha ideias suicidas, uma das hipóteses para as circunstâncias da morte.

Pai biológico da filha de 7 anos da PM, o ex-marido também disse que a criança, que vivia com a mãe e o padrasto, já indicava que o casal de policiais vivia uma relação turbulenta e marcada por brigas.

Tenente-coronel nega crime

No boletim de ocorrência, o tenente-coronel afirma que os dois se conheceram em 2021 e se casaram em 2024. Os problemas no relacionamento teriam começado em 2025 e são atribuídos por Geraldo a uma mudança de batalhão.

Em entrevista exclusiva a Roberto Cabrini, no “Domingo Espetacular”, da RECORD, Neto negou veementemente as acusações de agressão e relatou que a relação foi abalada por denúncias anônimas, levando o casal a dormir em quartos separados desde julho de 2025. 

Quando a Polícia Civil pediu a prisão do tenente-coronel nesta terça, a defesa dele negou todas as acusações e afirmou que buscará habeas corpus.

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