São Paulo Caso Lara: testemunha diz ter visto mais de um suspeito em carro prata

Caso Lara: testemunha diz ter visto mais de um suspeito em carro prata

Segundo depoimento, outros dois homens acompanhavam o principal suspeito, Wellington Galindo, que continua foragido

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Perícia revelou que Lara não foi abusada sexualmente antes de morrer

Perícia revelou que Lara não foi abusada sexualmente antes de morrer

Reprodução/Record TV

Após mais de três meses e meio do assassinato da menina Lara Maria Nascimento, uma nova testemunha contou aos investigadores que viu o carro prata do principal suspeito, Wellington Galindo, com outros dois homens no interior do veículo no dia do assassinato. As informações são da Record TV.

Segundo o relato, um deles seria um "rapaz jovem", no banco do passageiro, e o outro, um "homem grisalho", no banco de trás. A testemunha diz ainda que o suposto trio teria ido a um restaurante momentos antes do rapto e morte. A menina foi morta em março deste ano, aos 12 anos de idade. O corpo dela foi encontrado três dias após o desaparecimento. O principal suspeito continua foragido.

Wellington é quem dirigia o carro prata que passava pela região onde Lara havia desaparecido, no dia 16 daquele mês, e também onde o corpo da garota foi encontrado, como mostraram câmeras de segurança.

Desde que foi identificado, Wellington, de 42 anos, se tornou suspeito do crime. A mãe dele e os sogros alegam sua inocência no caso da morte da menina.

Morte de Lara Nascimento

Na tarde do dia 16 de março, uma quarta-feira, Lara havia voltado da escola e saiu para comprar refrigerantes e doces em uma mercearia perto da residência da família, em Campo Limpo Paulista. Foi o último local onde foi vista.

Passados três dias de busca, o corpo da menina de 12 anos foi encontrado em um matagal a poucos quilômetros dali, na divisa com Francisco Morato (SP).

O laudo sobre o crime indicou morte por traumatismo craniano, com quatro pancadas na cabeça, causadas por objeto similar a um martelo ou picareta.

Posteriormente, confirmou-se que não houve violência sexual nem a presença de drogas no sangue da garota, o que confirmou a possibilidade de crime por vingança.

Paradeiro de Wellington

No início das investigações, Wellington foi identificado e procurado pela polícia. Ele disse aos investigadores que, se fosse necessário, se apresentaria na delegacia. Entretanto, não deu mais notícias, e a polícia começou as buscas pelo suspeito. A prisão preventiva dele já foi decretada pela Justiça.

Em dado momento, os investigadores consideraram a hipótese de fuga para Pernambuco, onde Wellington teria familiares. Ele não foi encontrado na ilha de Itamaracá, e a polícia passou a buscar o suspeito na cidade de São Paulo também. Para a polícia, familiares e amigos podem tê-lo ajudado a se esconder no período em que foi considerado foragido.

Nos dias e semanas seguintes ao crime, a polícia descobriu que o suspeito tinha usado o celular pela última vez pouco depois da morte da menina, perto de uma rodovia na capital.

A investigação também registrou que ele esteve em uma lan house para apagar fotos de suas redes sociais. Algumas semanas depois do crime, moradores denunciaram que tinham visto Wellington na região do Itaim Paulista, na zona leste.

A suspeita é que ele não teria saído de São Paulo. De Campo Limpo Paulista, ele pode ter ido direto para a capital, onde vivia com a companheira em um apartamento na zona norte.

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