São Paulo Caso Leandro Lo: Justiça aceita denúncia e torna PM réu por homicídio triplamente qualificado

Caso Leandro Lo: Justiça aceita denúncia e torna PM réu por homicídio triplamente qualificado

Defesa de Henrique Velozo afirmou que qualificadoras são descabidas e que provará isso quando o processo for instaurado

  • São Paulo | Letícia Dauer, da Agência Record

Caso corre em segredo de Justiça, segundo o TJ-SP

Caso corre em segredo de Justiça, segundo o TJ-SP

Reprodução Redes Sociais

O Tribunal de Justiça de São Paulo tornou réu por homicídio triplamente qualificado o tenente Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de matar o campeão de jiu-jítsu Leandro Lo Pereira do Nascimento, em 7 de agosto.

De acordo com o órgão, a denúncia foi recebida na última sexta-feira (2). Como o processo tramita em segredo de Justiça, outros detalhes não serão divulgados pelo tribunal.

Por meio de nota, o advogado de defesa, Cláudio Dalledone, afirmou que "as qualificadoras são descabidas e tudo isso ficará firmemente provado no momento em que o processo for devidamente instaurado".

Na última quarta-feira (31), a Polícia Civil também realizou a reconstituição da morte de Leandro Lo dentro do Esporte Clube Sírio, localizado na avenida Indianópolis, no bairro Planalto Paulista, na zona sul de São Paulo.

Briga e morte

De acordo com o boletim de ocorrência, após uma breve discussão, Henrique foi até a mesa de Leandro com alguns amigos e passou a fazer gestos com uma garrafa da mesa. O lutador então tirou a garrafa da mão do policial com um golpe e o derrubou na mão, imobilizando-o. Amigos de Leandro Lo separaram a briga.

Em seguida, o agente de folga deu a volta na mesa, sacou uma arma e atirou na cabeça da vítima. Após o disparo, o policial chutou o lutador duas vezes e fugiu.

Ainda na data do crime, Henrique Velozo se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar, teve a prisão decretada e foi encaminhado ao Presídio Romão Gomes.

Confira a nota da defesa de Henrique Velozo:

"A denúncia é uma hipótese acusatória que destoa completamente do que foi produzido no inquérito policial e o que será desvelado na investigação judicial. As qualificadoras são descabidas e tudo isso ficará firmemente provado no momento em que o processo for devidamente instaurado. A conclusão do inquérito policial se deu de forma açodada, uma vez que sequer aguardou-se a produção do laudo da reprodução simulada dos fatos que, entre outras coisas, apresentou inúmeras contradições com os depoimentos das testemunhas."

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