São Paulo Caso Neymar: delegada diz não ver indícios de autoria de estupro

Caso Neymar: delegada diz não ver indícios de autoria de estupro

Polícia conclui investigações sobre a acusação da modelo Najila Trindade contra o jogador. Delegada diz que imagens de hotel não são imprescindíveis

Caso Neymar: delegada diz não ver indícios de autoria de estupro

Polícia Civil de São Paulo concluiu investigações contra jogador Neymar

Polícia Civil de São Paulo concluiu investigações contra jogador Neymar

Ueslei Marcelino/REUTERS 17.6.2019

Um dia após a conclusão das investigações sobre a acusação da modelo Najila Trindade contra o jogador Neymar Júnior, a delegada Juliana Lopes Bussacos afirmou que não vê indícios suficientes para indiciar o jogador pelo crime de estupro. "Analisei todas as possibilidades, mas não vi indícios suficientes de autoria. Não chegamos à conclusão que ocorreu estupro nem agressão", afirmou em coletiva realizada nesta terça-feira (30).

Apesar de não ver indícios que indiquem a autoria pelo crime de estupro, Bussacos disse que a “delegacia da mulher está de portas abertas para acolher mulheres que queiram fazer denúncias”. Segundo a delegada titular da 6ª Delegacia da Mulher de Santo Amaro, as mulheres serão acolhidas, mas os fatos serão apurados.

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A delegada afirmou que Najila Trindade foi ouvida três vezes e Neymar, uma. Foram juntados aos autos do inquérito policial laudo sexológico, laudo de exame de corpo de delito indireto, a ficha de atendimento médico do hospital Pérola Byington, ficha de atendimento médico referente à consulta com ginecologista particular, laudo do celular e do tablet, que teriam sido entregues espontaneamente pelo ex-marido.

Agentes de segurança em coletiva de imprensa sobre caso Neymar

Agentes de segurança em coletiva de imprensa sobre caso Neymar

Fabíola Perez / R7 / 30.07.2019

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"Deliberei por não indiciar o investigado por ausência de elementos", afirmou Bussacos. A delegada disse, também, que as imagens da câmera do hotel de Paris (França), que segundo o advogado de Najila poderiam mostrar se ele estaria embriagado ou agressivo, não foram anexadas ao inquérito. "Analisando o conjunto probatório essas imagens não são consideradas indispensáveis", argumentou.

A delegada não contou, porém, quais foram os elementos que faltaram à investigação para indiciar Neymar. "Não posso entrar nas minúcias da investigação nem nos detalhes das oitavas", disse.

Em relação ao suposto crime de agressão, a delegada afirmou que ele estaria relacionado ao crime de estupro e que, segundo ela, considerando todo o conjunto probatório não seria suficiente para indiciar o investigado. "A lesão corporal é absorvida é apurada no estupro. O estupro absorve a lesão corporal", disse.

A concluão das investigações dos agentes de segurança pública ocorreu na segunda-feira (29), quando o órgão decidiu não indiciar Neymar pelo crime de estupro. Agora, o MP (Ministério Público) terá 15 dias para se manifestar sobre a decisão policial, assim como as promotoras do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica que acompanham o caso podem pedir novas investigações, arquivar ou até mesmo oferecer nova denúncia.

Os demais fatos que possuem relação com a acusação de estupro continuam sendo investigados pelo 11° DP, em Santo Amaro. Está aberto um inquérito de crime contra o patrimônio pelo furto de um tablet, onde segundo Najila, estariam as provas pelo suposto estupro. Pela mesma delegacia é investigada a denúncia de extorsão e denunciação criminosa, realizadas pelo jogador e pelo pai. Ambos os inquéritos não foram concluídos e seguem sob sigilo.