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Caso Ruy Ferraz: polícia conclui 1ª fase da investigação e indicia 12 pessoas

Polícia investiga um possível elo entre uma licitação de R$ 24 mi realizada pela Prefeitura de Praia Grande com o assassinato

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil de São Paulo concluiu a primeira fase da investigação sobre o assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em 15 de setembro em Praia Grande.
  • Doze suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado, com dez já presos e dois foragidos.
  • Ruy Ferraz Fontes, que era secretário municipal, foi alvo de uma emboscada ao sair da Prefeitura e era conhecido por sua atuação contra a facção PCC.
  • A investigação apura um suposto vínculo entre a licitação de R$ 24 milhões da Prefeitura e o assassinato, com mandados de busca cumpridos em servidores públicos, incluindo o subsecretário de Gestão e Tecnologia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ruy Ferraz Fontes foi assassinado no dia 15 de setembro deste ano REPRODUÇÃO/RECORD NEWS - 17.09.2025

A Polícia Civil de São Paulo concluiu a primeira fase das investigações do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. O crime ocorreu no dia 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral paulista.

De acordo com a secretaria da Segurança Pública, o inquérito 12 suspeitos foram indiciados por envolvimento direto e indireto na execução, além da solicitação das prisões preventivas pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e integração a organização criminosa.


Até o momento, 10 indiciados estão presos e dois permanecem foragidos. Também foi identificado um 13º envolvido, que morreu em confronto policial.

Relembre o caso

Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, foi assassinado em 15 de setembro em Praia Grande, no litoral de São Paulo.


Ele foi baleado em uma emboscada enquanto saía da sede da Prefeitura da cidade, onde era secretário municipal de Administração.

O ex-delegado-geral era conhecido por sua atuação contra a facção PCC (Primeiro Comando da Capital).


Ele chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022. Em 2006, foi o responsável por indiciar toda a cúpula do PCC, inclusive Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Linhas de investigação

A polícia investiga um possível elo entre uma licitação de R$ 24 milhões realizada em setembro pela Prefeitura de Praia Grande com o assassinato.


Como mostrou o Estadão, a hipótese já havia sido levantada em um primeiro momento - a licitação teria prejudicado uma entidade ligada aos criminosos.

O subsecretário de Gestão e Tecnologia de Praia Grande, Sandro Rogério Pardini, e outros quatro funcionários públicos da cidade no litoral de São Paulo, foram alvos de mandados de busca e apreensão durante as investigações.

Com Pardini, foram apreendidos celular, computadores, três pistolas, R$ 50 mil em espécie, mil euros e 10 mil dólares em sua residência.

Em nota, a defesa do subscretário afirma que Pardini “nega veementemente toda e qualquer participação, seja ela direta ou indireta, nos fatos que estão sendo apurados”.

Acrescenta ainda que ele está à disposição das autoridades para colaborar.

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