São Paulo Caso Samuel: veja o que se sabe sobre a morte da criança de 2 anos

Caso Samuel: veja o que se sabe sobre a morte da criança de 2 anos

Samuel foi encontrado morto dentro de casa em Mauá, no ABC Paulista, no dia 13 de abril. A criança estava dentro de um baú fechado

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Samuel, de apenas dois anos, foi encontrado morto dentro da casa dele, em Mauá, no ABC Paulista, no dia 13 de abril. A criança estava dentro de um baú fechado. Na casa só estavam a mãe, Maria Tereza, e o irmão gêmeo dele.

De acordo com o boletim de ocorrência, Maria Tereza chamou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) assim que encontrou o filho desacordado. Segundo a mãe, o menino teria se encondido dentro do baú depois de levar uma bronca e morreu asfixiado. 

Entretanto, o resultado do laudo pericial preliminar apontou afogamento como causa da morte. Após as contradições, Joel, pai dos garotos, confrontou a ex-companheira sobre o que, realmente, teria acontecido.

Samuel, de dois anos, foi encontrado morto dentro de um baú na casa dele

Samuel, de dois anos, foi encontrado morto dentro de um baú na casa dele

Reprodução/Record TV

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Maria Tereza aparece repreendendo os gêmeos. Nas imagens, a mãe não demora em apontar Samuel, de dois anos, como o responsável pelas travessuras aprontadas. A cena aconteceu horas antes da morte da criança.

A investigação também encontrou a cena do crime incompatível com a causa da morte apontada nos laudos e indiciou Maria Tereza pelos crimes de abandono de incapaz e fraude processual. O Cidade Alerta convidou a perita em linguagens corporais, Carol Portilho, para analisar as entrevistas dadas pela mãe de Samuel.

Agora, quatro meses depois da morte de Samuel, Maria Tereza perdeu a guarda de seu outro filho, irmão gêmeo da criança e única testemunha do crime. A Justiça deu a guarda temporária para o avô materno do garoto. Na decisão, o juiz diz que o avô "ressalta que não sente coniança na filha".

A decisão é resultado de uma denúncia recebida pelo conselho tutelar em fevereiro. Na época, funcionários de uma creche perceberam lesões genitais na vítima, que chegou a ser hospitalizada. Médicos constataram que os ferimentos foram causados por falta de higiene adequada.

Agora o pai das crianças, Joel, luta para ter o direito de ficar com o filho, afirmando que a decisão de afastar Maria Tereza da criança não vai ter resultado, visto que a mulher tem acesso livre à casa do pai e poderá vê-lo normalmente. 

A polícia indiciou Maria Tereza por meus tratos seguidos de morte e ela responde em liberdade. Até o momento, a Justiça não determinou como serão as visitas do pai à criança. 

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