São Paulo Centrais sindicais promovem ato com críticas à reforma trabalhista

Centrais sindicais promovem ato com críticas à reforma trabalhista

Ex-presidente Lula iniciou discurso com pedido de desculpa a policiais, após gafe no sábado, quando disse que Bolsonaro 'não gosta de gente, gosta de policial'

Agência Estado
Ato ocorreu na praça Charles Müller, na zona oeste de SP

Ato ocorreu na praça Charles Müller, na zona oeste de SP

Ronaldo Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo - 01.05.2022

Após uma gafe cometida ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu discurso no evento em comemoração do 1º de Maio, durante manifestação com lideranças sindicais, com um pedido de desculpa aos policiais brasileiros.

Entre os assuntos abordados no ato organizado por centrais sindicais, os manifestantes criticaram a reforma trabalhista e pediram políticas de valorização do salário mínimo, geração de renda e emprego e ampliação de direitos sociais, também para trabalhadores autônomos e de aplicativo.

O baixo número de pessoas presentes no evento fez Lula chegar ao local com mais de três horas de atraso, e os organizadores se preocuparem e jogarem as manifestações políticas para mais perto do horário previsto para o show de Daniela Mercury.

Lula pede desculpa à polícia

undefined

No sábado (30), Lula disse que Bolsonaro "não gosta de gente, gosta de policial" e foi atacado por adversários nas redes sociais.

Hoje, Lula disse que, na verdade, queria dizer que Bolsonaro gosta "de milicianos". Ao falar sobre os policiais, disse que eles "muitas vezes cometem erros, mas muitas vezes salvam muita gente do povo trabalhador". "E nós temos que tratá-los como trabalhador", afirmou o ex-presidente.

"Eu escolhi o mês dos trabalhadores para pedir desculpas aos policiais que por acaso se sentiram ofendidos com o que eu falei ontem", afirmou Lula.

Nos últimos meses, com a proximidade do lançamento da campanha, Lula cometeu gafes que têm sido vistas com preocupação por aliados. É o caso da fala sobre os policiais e também sobre aborto, além de uma sugestão para que sindicalistas procurassem deputados em suas casas.

"Nesse país não é habitual as pessoas pedirem desculpa. Eu, por exemplo, estou esperando há seis anos que as pessoas que me acusaram o tempo inteiro peçam desculpas", disse Lula, ao falar sobre decisão de órgão da ONU sobre a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro para julgar o caso de Lula.

Últimas