Surto de varíola do macaco

São Paulo Cidade de SP estabelece medidas sanitárias de prevenção contra varíola do macaco em escolas

Cidade de SP estabelece medidas sanitárias de prevenção contra varíola do macaco em escolas

Capital tem 1.964 casos confirmados da doença. Estabelecimentos de ensino deverão seguir protocolos e isolar alunos com suspeita de infecção

  • São Paulo | Do R7

Cidade de SP estabelece medidas sanitárias de prevenção contra varíola do macaco em escolas

Cidade de SP estabelece medidas sanitárias de prevenção contra varíola do macaco em escolas

Edu Garcia/R7 - 23.08.2022

O comitê técnico operacional publicou nesta quinta-feira (25), em parceria com a Secretaria Municipal da Educação, as medidas sanitárias de prevenção e controle da varíola do macaco nas escolas da capital paulista. Há na cidade 1.964 pacientes confirmados.

O documento traz medidas gerais a serem seguidas pelas instituições de ensino como intensificar a higienização de superfícies e objetos, especialmente os de uso comum, manter os ambientes bem arejados e ventilados, disponibilizar recipientes com álcool em gel 70% ou pias com água e sabão para lavagem das mãos.

Há recomendações específicas para a educação infantil, como separar as crianças em grupos ou turmas fixas, evitar que sejam realizadas trocas de participantes dos grupos, incentivar os maiores de 2 anos a usar de máscara durante a permanência na unidade ou no transporte escolar, não compartilhar objetos sem higienização prévia, como canetas, lápis e celulares.

Todas as pessoas que apresentarem sintomas para a monkeypox, como lesões na pele associadas ou não a febre, ínguas, cansaço e dores de cabeça, musculares e nas costas, devem procurar um serviço de saúde para avaliação e confirmação diagnóstica.

Em casos confirmados, é recomendado que o paciente fique em isolamento por 21 dias ou até que as erupções cutâneas tenham desaparecido e uma nova camada de pele tenha se formado. Após o período, o aluno deve passar por outra avaliação médica para o retorno seguro às atividades escolares.

A orientação é que os profissionais de educação verifiquem o aparecimento de possíveis sintomas entre os alunos. Em casos suspeitos, pais ou responsáveis devem ser acionados para levar a criança a uma unidade de saúde. No período, o aluno deve permanecer sob supervisão, com uso de máscara bem ajustada cobrindo a boca e o nariz, em local restrito, separado dos demais estudantes.

Comitê

Integram o comitê as secretarias-executivas de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde, de Atenção Hospitalar, de Gestão Administrativa, de Regulação e Monitoramento e Avaliação e Parcerias. O grupo se reúne semanalmente.

A Secretaria de Saúde firmou uma parceria com o Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem) e com o Instituto de Infectologia Emílio Ribas para habilitar enfermeiros como multiplicadores a fim de disseminar o procedimento correto para realização de coleta biológica no teste de monkeypox.

Foram treinadas, inicialmente, 60 pessoas, que deverão transmitir os conhecimentos para outros 600 profissionais da atenção primária.

Recomendações

O atendimento dos casos suspeitos de infecção é realizado na rede municipal de saúde, em UBSs, pronto-socorro e pronto atendimento da capital.

As recomendações gerais à população são:

• Evitar contato íntimo, como beijar, abraçar ou manter relações sexuais com pessoas que tenham erupções cutâneas ou que tenham tido diagnóstico confirmado.

• Usar máscara cobrindo boca e nariz para proteção contra gotículas e saliva.

• Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, brinquedos e
objetos de uso pessoal.

• Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel.

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