São Paulo Comerciantes da região da 25 de Março protestam por causa das interdições após incêndio de prédio

Comerciantes da região da 25 de Março protestam por causa das interdições após incêndio de prédio

Manifestantes afirmam que Prefeitura de SP impediu acesso às lojas para retirada de mercadorias e dizem querer trabalhar

  • São Paulo | Do R7, com informações de Letícia Dauer e Kaic Sousa, da Agência Record

Protesto de comerciantes na 25 de Março

Protesto de comerciantes na 25 de Março

Edu Garcia/R7 - 15.07.2022

Cerca de 60 trabalhadores da região da 25 de Março realizam, no início da tarde desta sexta-feira (15), uma manifestação na rua Comendador Abdo Schahin, no centro de São Paulo, nas imediações do prédio incendiado.

A motivação do protesto é a falta de comunicação entre a prefeitura e os trabalhadores que estão sendo prejudicados com as interdições.

Segundo os manifestantes, por conta dos bloqueios, os comerciantes não conseguiram retirar os produtos que ainda estão dentro das lojas. Até o momento, a prefeitura não sinalizou quando os materiais poderão ser retirados.

O fogo começou na noite de domingo (10) e se estendeu por quatro dias. A área ainda está isolada porque a estrutura do edifício de dez andares ficou comprometida e o local será demolido. Foram interditados nove imóveis no entorno.

Com cartazes com frases como "queremos trabalhar", "queremos retirar nossas mercadorias" e "queremos justiça", os comerciantes ocuparam as ruas.

A expectativa da prefeitura é iniciar a demolição na manhã deste sábado (16). Por segurança, o perímetro do edifício será isolado com tapumes e toda a estrutura será coberta por telas. Os primeiros trabalhos a serem realizados são de limpeza do local e escoramento. Serão colocadas armações de aço entre os andares. 

Comerciantes querem retirar mercadorias das lojas que estão interditadas

Comerciantes querem retirar mercadorias das lojas que estão interditadas

Edu Garcia/R7 - 15.07.2022

De acordo com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), a demolição do prédio será inicialmente parcial, do 10° andar ao 7° andar, de forma mecânica.

O processo foi autorizado pelos proprietários do Edifício Comércio e Indústria em assembleia geral. A prefeitura deu celeridade ao processo, e, depois, as despesas deverão ser custeadas pelos donos do imóvel.

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