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Como a PF descobriu furto em laboratório da Unicamp e prendeu professora

Furto foi identificado em fevereiro, quando amostras virais desapareceram de ambientes de alta contenção

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A professora Soledad Palameta Miller, da Unicamp, foi presa pela PF por furto de material biológico.
  • Ela teve liberdade provisória concedida, mas está proibida de acessar laboratórios relacionados à investigação.
  • A investigação revelou que amostras virais foram encontradas fora de local apropriado, com indícios de manipulação irregular.
  • Soledad não possui laboratório próprio e usava espaços emprestados, além de ter histórico em biotecnologia e pesquisa em saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Soledad Palameta Miller
Soledad entrou em laboratórios em que não possuía acesso com auxílio de terceiros, diz PF Reprodução/redes sociais/LinkedIn/Soledad Palameta Miller - 25.03.2026

A professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Soledad Palameta Miller, presa na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu, em São Paulo, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça de São Paulo.

Ela foi presa em flagrante pela Polícia Federal sob suspeita de furtar material biológico armazenado no Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da instituição. Ela foi liberada nesta terça-feira (24).


A professora está proibida de acessar os laboratórios da universidade relacionados à investigação e também não poderá sair do país sem a prévia autorização judicial.

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Procurada pelo Estadão, a defesa de Soledad afirmou que, em virtude do sigilo decretado pela 9.ª Vara Federal de Campinas, não iria se pronunciar sobre os fatos investigados.


“Prezando pela segurança jurídica e pelo sigilo dos atos processuais, limitaremos nossas manifestações ao âmbito judicial em respeito ao devido processo legal”, diz a defesa da professora, em nota.

Como ocorreu a prisão e o que ela furtou?

A professora foi presa em meio às investigações da Polícia Federal sobre o desaparecimento de amostras virais armazenadas em uma área classificada como NB-3, ambiente de alta contenção biológica e submetido a protocolos rigorosos de biossegurança.


O sumiço foi constatado no dia 13 de fevereiro por uma pesquisadora que possui acesso ao local onde ficam armazenados.

Segundo a Polícia Federal, foram encontradas amostras virais em outros laboratórios da Universidade de Campinas que pertenciam ao Laboratório de Virologia Animal. Parte do material estava armazenada em freezers e outra descartada em lixeiras com sinais de manipulação.


A investigação constatou indícios de que a professora acessou diferentes laboratórios, aos quais não possui acesso, com auxílio de terceiros.

Soledad teria mantido e manipulado amostras biológicas “em ambiente diverso do originalmente autorizado, com deslocamento entre laboratórios e armazenamento irregular, em desacordo com as normas técnicas e institucionais de controle, conforme identificado pelas equipes técnicas da universidade e pela atuação policial”.

Durante as buscas, os policiais federais encontraram materiais no Lemeb (Laboratório de Engenharia Metabólica e de Bioprocessos), da FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos) da Unicamp, no Laboratório de Cultura de Células e no Laboratório de Doenças Tropicais, onde Soledad tinha espaço reservado para utilização e guarda do próprio material.

Segundo funcionários da universidade, Soledad não tinha laboratório próprio e usava espaços emprestados por outros professores.

A professora atua na Unicamp na área de Ciência de Alimentos do Departamento de Ciência de Alimentos e Nutrição.

É biotecnologista pela Universidade Nacional de Rosario (Argentina) e doutora em Ciências na área de Fármacos, Medicamentos e Insumos para Saúde pela Unicamp.

Ela atuou também no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), desenvolvendo projetos na área de engenharia de vetores virais, imunomodulação e anticorpos monoclonais voltados para a terapia de câncer.

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