São Paulo Contra comércio ilegal, CPTM e Sebrae vão capacitar ambulantes

Contra comércio ilegal, CPTM e Sebrae vão capacitar ambulantes

A ideia é qualificar o profissional para que ele abra uma empresa com crédito do Estado e ainda tenha temporariamente um local para venda de produtos 

  • São Paulo | Joyce Ribeiro, do R7

Sebrae escolherá ambulantes interessados em participar do programa

Sebrae escolherá ambulantes interessados em participar do programa

ADAMO BAZANI/ Diário dos Transportes

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a CPTM assinaram nesta segunda-feira (25) um protocolo de intenções para capacitar gratuitamente vendedores informais que atuam dentro das estações, plataformas e trens. A iniciativa pretende pôr fim ao comércio irregular, mais popularmente conhecido como "Shopping Trem".

Em entrevista ao R7, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, afirmou que o programa vai "estimular oportunidades de trabalho legal e, futuramente, aumentar a receita da CPTM, uma vez que o empreendedor vai passar a ser um cliente da companhia".

Todos os ambulantes que estejam interessados em comercializar os produtos de forma organizada podem se candidatar, mas a escolha cabe ao Sebrae. As duas primeiras turmas já estão agendadas para o dia 4 de dezembro, na estação Engenheiro Goulart, na zona leste de São Paulo, que atende as linhas 12-Safira e 13-Jade da CPTM, para até 24 pessoas em cada turma. Uma das 9h às 13h e outra das 14h às 18h.

A ideia é que, uma vez capacitados, os vendedores abram uma empresa e busquem crédito com o apoio do Estado, por meio da agência Desenvolve SP e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Serão estimuladas opções mais simples como Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) e MEI (Microempreendedor Individual), que são também menos onerosas.

Depois, os novos comerciantes terão a chance de conseguir um espaço para comercialização em todas as estações da CPTM. "Os locais estão sendo mapeados, mas, por um período determinado, o vendedor não vai precisar pagar pelo uso do espaço nas estações", explicou Baldy.

Segundo o secretário, cada caso será analisado dependendo da atividade realizada e a robustez do negócio. "Cerca de 90% dos usuários preferem que não haja comércio ilegal nos trens. Estamos atendendo essa demanda para melhorar a qualidade do transporte", justificou.

Se engana quem acha que não mais haverá fiscalização. Alexandre Baldy promete intensificar ainda mais as ações de combate ao comércio ilegal de ambulantes nos trens e plataformas.

O Sebrae vai realizar uma oficina de formalização de empresas com dicas sobre visual merchandising e orientações sobre como os interessados devem se inscrever na BEC, que é o cadastro que a CPTM utiliza para começar o processo de definição dos espaços cedidos nas estações.

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