São Paulo Corpo de menino Gael é velado na cidade de Prata, na Paraíba

Corpo de menino Gael é velado na cidade de Prata, na Paraíba

Criança de 3 anos morreu em casa, em São Paulo. A mãe foi presa, suspeita de agredir o filho. Defesa alega um surto psicótico

  • São Paulo | Do R7*

Moradores da cidade de Prata se despedem de Gael, morto aos 3 anos

Moradores da cidade de Prata se despedem de Gael, morto aos 3 anos

Reprodução Record TV

O corpo de Gael de Freitas Nunes, de apenas 3 anos, é velado na casa da avó na cidade de Prata, no interior da Paraíba. O menino foi encontrado praticamente sem vida no chão da cozinha do apartamento onde morava com a mãe, a irmã de 13 anos e a tia-avó na Bela Vista, área nobre de São Paulo.

Para evitar aglomeração, agentes da Vigilância Sanitária ajudaram a organizar os moradores que queriam ver de perto Gael. Após orações, o caixão foi colocado em uma tenda, na rua, para que outras pessoas pudessem se despedir da criança. Foi feito controle de acesso.

Por volta de 9h, o menino deve ser enterrado no cemitério Jardim Saudade em Prata, cidade natal do pai de Gael, onde vive a família paterna.

O pai da criança acompanhou a chegada da aeronave com o corpo em João Pessoa. Ele pegou um voo de São Paulo até o Recife e seguiu de carro até a Paraíba. Ele preferiu não falar com a imprensa, por não ter condições emocionais.

Na terça-feira (11), em entrevista exclusiva ao Balanço Geral, ele relembrou os últimos momentos com o filho: "Ele me abraçou e disse que me amava muito: Papai, eu te amo".

A mãe da criança está na Penitenciária 1 de Tremembé, no interior de São Paulo.

O caso

O menino foi encontrado caído no chão da cozinha, coberto com a toalha de mesa, em meio ao vômito. Ao lado estava a mãe, que está presa preventivamente suspeita pelo crime.

Ela alega não lembrar do que aconteceu e a defesa pretende entregar laudos que atestam que a mãe teve um surto psicótico. Ela já foi internada quatro vezes. Ao ser localizada, não tinha qualquer reação, parecia catatônica, segundo o relato de um enfermeiro à Record TV.

A tia-avó escutou barulhos fortes de batidas na parede e estilhaços, mas achou que o som era de outro apartamento. A idosa disse que logo depois o menino parou de chorar. Marcas do anel usado pela mãe estavam na criança.

Os pais do menino estão separados e ele disse não ter notado qualquer comportamento estranho da ex-mulher. 

*Com colaboração de Rafael Silva, da Record TV 

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