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Corregedoria da Câmara de SP aprova relatório que cassa mandato de vereador que teve fala racista

Camilo Cristófaro disse que 'arrumaram e não lavaram a calçada' e se referiu ao serviço que criticou como 'é coisa de preto'

São Paulo|Luan Leão*, da Agência Record

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Relatório que pede a cassação do vereador Camilo Cristófaro
Relatório que pede a cassação do vereador Camilo Cristófaro

A Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quinta-feira (24) o relatório que pede a cassação do vereador Camilo Cristófaro (Avante), por fala racista vazada durante a reunião da CPIdos Aplicativos, em maio de 2022. 

Por cinco votos a um, os parlamentares acompanharam o relatório sobre a cassação do parlamentar por quebra de decoro. Sete vereadores integram a Corregedoria da Câmara Municipal, são eles: Rubinho Nunes (União Brasil), presidente do colegiado; Marlon Luz (MDB), o relator da ação; Alessandro Guedes (PT); Aurélio Nomura (PSDB); Danilo do Posto de Saúde (Podemos); Silvana da Bancada Feminista (PSOL) e Sansão Pereira (Republicanos).


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O vereador Rubinho Nunes não votou, já que pelo regimento da Câmara isso acontece apenas em casos de empate. O vereador Sansão Pereira se absteve.

O processo disciplinar foi aberto depois de o vereador Camilo Cristófaro falar, durante uma sessão da CPI dos Aplicativos, em 3 de maio de 2022: "Varrendo com água na calçada. É coisa de preto, né?".


O relatório segue para votação no plenário da Câmara. Para que a cassação seja aprovada é preciso que pelo menos dois terços dos 55 vereadores votem a favor.

A reportagem entrou em contato com o vereador, mas até a publicação dessa reportagem não obteve retorno. 

*Sob a supervisão de Nayara Paiva

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