São Paulo Covas vai dar bônus mesmo para professor que faltar em São Paulo

Covas vai dar bônus mesmo para professor que faltar em São Paulo

No ano passado, extra dos docentes era de R$ 3.000. Medida foi anunciada, nesta quarta-feira (3), em pacote de ações para a área da Educação

EMEI Jose Rubens P Fernandes

EMEI Jose Rubens P Fernandes

Fotos Lilian Borges /Prefeitura de São Paulo - 05.06.18

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (3) um pacote de medidas para a área da educação. Entre elas, a exclusão de faltas dos professores no cálculo de bônus por desempenho que os profissionais recebem. No ano de 2018, o valor desse extra era de R$ 3.000.

Segundo a Prefeitura, os 59.149 professores da rede municipal falta, em média, até três vezes no mês.

Criado em 2009 pela lei n° 14.938, o PDE (Prêmio por Desempenho Educacional) considerava, entre vários coeficientes, o número de faltas dos professores da rede municipal. Agora, no entanto, o PDE irá analisar diversos fatores, menos o absenteísmo dos docentes.

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Entre as condições impostas pela gestão Covas, estão: frequência dos alunos, realidade em que a escola está inserida, desempenho do professor e, também, o novo índice, chamado de Idep (Índice de Desenvolvimento da Educação Paulistana) — a rede municipal de São Paulo será a primeira a contar com o próprio indicador.

As faltas, no entanto, ficaram de fora dessa lista. Na contramão, o valor do bônus só aumentou desde sua criação. Entre 2009 a 2014, o valor era de R$ 2.400, seguido de R$ 2.640 em 2015, 2016 e 2017. No ano passado, o extra dos docentes era de R$ 3.000.

Questionada pela reportagem do R7 o motivo de excluir as faltas no cálculo de bônus dos professores, a Prefeitura de São Paulo afirmou que discutiu com os professores e seus sindicados as medidas (leia íntegra da nota enviada pela Prefeitura de São Paulo abaixo) e que durante 10 anos utilizou as faltas "como critério para o recebimento do valor, o absenteísmo dos docentes", mas que mesmo assim ainda gastava anualmente R$750 milhōes.

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Novo Índice

Covas anunciou, também, o próprio indicador: o Idep. Em média, o índice avaliou que o rendimento dos estudantes é de 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental (do 1° ao 5° ano), e de 4,7 nos anos finais (do 6° ao 9° ano), em uma escala de 0 a 10. A meta, segundo o tucano, é elevar as médias para 6 e 5,5, respectivamente, até 2021.

Saída do secretário

O secretário municipal de educação, João Cury, anunciou a saída do cargo. Em seu lugar, assume o ex-presidente do Sebrae Bruno Caetano.

Íntegra da nota enviada pela Prefeitura de São Paulo

"A Secretaria Municipal da Educação informa que o Plano de Desempenho Educacional – PDE foi instituído em 2009, pela Lei nº 14.938 e ao longo desses 10 anos utilizou como critério para o recebimento do valor, o absenteísmo dos docentes.

Ainda assim, a Pasta investe anualmente R$750milhōes, o que significa uma Folha de pagamento a mais para cobrir a falta de professores.

Para encontrar uma solução para essa questão, a Secretaria Municipal de Educação se reuniu em 12 Diretorias de Ensino com professores de toda a rede, através do Projeto SME Presente e também restabeleceu as mesas setoriais de discussão que são formadas por integrantes da Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Gestão e os sindicatos: APROFEM, SEDIM, SINDSEP, SINESP e SINPEEM.

E para os 59.149 professores da rede, que em média faltam até três vezes no mês, existem critérios para suas ausências e isso também é considerado no PDE.

O Projeto de Lei para o Desempenho Educacional – PDE, com investimento aproximado de R$ 160 milhões, dentre os pontos afirma que o PDE será concedido aos servidores da Secretaria Municipal da Educação e os valores serão calculados individualmente. E as propostas de indicadores PDE 2019, são para as Unidades de Ensino Infantil, Fundamental e Médio".