São Paulo CPI da Prevent Senior começa nesta semana na Câmara de SP e na Alesp

CPI da Prevent Senior começa nesta semana na Câmara de SP e na Alesp

Operadora de saúde é investigada por alterar atestados de óbito de pacientes com Covid-19 e usar remédios sem eficácia comprovada

  • São Paulo | Do R7

Operadora de saúde é alvo de CPIs na Câmara de SP e na Alesp

Operadora de saúde é alvo de CPIs na Câmara de SP e na Alesp

Divulgação

A Câmara de Vereadores de São Paulo e a Alesp (Assembleia Legislativa) começam nesta semana as CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) que vão apurar denúncias contra a operadora de saúde Prevent Senior. A CPI deve durar 120 dias.

Já nesta quinta-feira (7), às 12h, a CPI será instalada na Câmara Municipal e o relator, definido. O presidente da comissão é Antônio Donato, vereador do PT. Os membros já definidos são Paulo Frange (PTB) e Milton Ferreira (Podemos). O PSDB e o PSOL têm até quarta (6) para apresentar os nomes dos representantes. 

A Prevent Senior já é investigada na CPI da Covid no Senado. Durante o depoimento do diretor-executivo da empresa, Pedro Benedito Batista Junior, foi constatado que a operadora alterou o atestado de óbito de pacientes com Covid-19 para excluir o diagnóstico dos registros e administrou medicamentos contra a doença sem eficácia comprovada, o que ocasionou a morte de alguns deles. 

"Nosso objetivo não é destruir a empresa nem, muito menos, prejudicar os segurados. Queremos que os erros cometidos sejam corrigidos e que eventuais crimes praticados sejam punidos, com a identificação dos responsáveis", afirmou o vereador Donato.

O parlamentar justificou a necessidade da CPI pelo fato de as denúncias de irregularidades envolverem usuários residentes na capital paulista. Além disso, a cidade é a sede da empresa.

Já na Alesp, a indicação dos deputados integrantes da comissão está prevista para esta terça-feira (5), e a data-limite para aprovação da CPI é dia 15.

A operadora ainda é alvo de duas investigações da Polícia Civil, de uma força-tarefa do Ministério Público de São Paulo, de apuração da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e da CPI da Covid no Senado Federal. 

A empresa também tem duas unidades de atendimento na capital paulista que estão sem a licença para funcionar. Uma fica na Vila Olímpia, zona sul, e a outra na Mooca, zona leste da cidade. A prefeitura estabeleceu multas após fiscalização e prazo de 30 dias para regularização.

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