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Detenta diz que não tentou passar por inocente e pede perdão

A trans Suzi Oliveira, condenada por homicídio qualificado e estupro de vulnerável, divulgou carta após polêmica sobre entrevista a Drauzio Varella

São Paulo|Do R7

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A detenta Suzi Oliveira
A detenta Suzi Oliveira

A detenta transexual Suzi Oliveira, que é alvo de polêmica desde que concedeu entrevista ao médico Drauzio Varella, no programa Fantástico, da TV Globo, disse em carta divulgada nesta segunda-feira (10) no Instagram de sua advogada que cometeu um crime no passado e que está pagando por ele.

Documentos divulgados por um grupo de advogados revelaram que Suzi foi condenada por estuprar e estrangular uma criança em 2010 no bairro União de Vila Nova, na capital paulista.

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"Eu, Suzi Oliveira, 'Rafael Tadeu', venho dizer que na entrevista ao jornal 'Fantástico' não foi me foi perguntado nada referente ao B.O [boletim de ocorrência]. Eu sei que errei e muito. [Em] Nenhum momento tentei passar como inocente e desde aquele dia me arrependi verdadeiramente, e hoje estou aqui pagando por tudo que cometi...", disse.

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Ela não entrou em detalhes sobre o crime na carta divulgada pela advogada Bruna Castro. No texto, ela aproveitou para pedir perdão. "Errei sim e estou pagando cada dia, cada hora e cada minuto aqui neste lugar. Antes não teria essa oportunidade, agora quero apenas pedir perdão pelo meu erro no passado", finalizou.

A reportagem de Drauzio Varella, que atua como voluntário em penitenciárias pelo país, mostrou que a detenta não recebe visitas há anos. Ao final da entrevista, ele deu um abraço na presa.

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Crime

De acordo com o processo em que Suzi foi condenada, após abusar da vítima, um menino de 9 anos, "com a finalidade de assegurar a impunidade pelo crime anterior, o peticionário matou o ofendido mediante meio cruel, consistente em asfixia, e se valendo de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, haja vista tratar-se de criança, com mínima capacidade de resistência".

A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou que Suzi cumpre pena na Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos (Grande SP), por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável.

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