São Paulo 'Doença do pombo' pode ter matado jovem em unidade da Fundação Casa de SP

'Doença do pombo' pode ter matado jovem em unidade da Fundação Casa de SP

Secretaria informa que não há confirmação do diagnóstico. Outro caso suspeito de adolescente internado é investigado

  • São Paulo | Letícia Assis, da Agência Record

Os casos, que envolvem dois internos da Casa Santo André II, tiveram início no mês de março

Os casos, que envolvem dois internos da Casa Santo André II, tiveram início no mês de março

Google Street View - 24.04.2022

Dois jovens que cumpriam medidas socioeducativas em unidades da Fundação Casa de São Paulo podem ter contraído a "doença do pombo". Um deles morreu, e o outro está internado há aproximadamente 30 dias em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. A Fundação Casa e autoridades municipais e estaduais apuram as contaminações.

Os casos, que envolvem dois jovens que cumpriam medidas socioeducativas na Casa Santo André II, tiveram início no mês de março. A suspeita é que os internos tenham contraído a criptococose, uma doença causada por fungos do gênero Cryptococcus, que podem ser encontrados em fezes de aves, principalmente pombos.

De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania, instituição responsável pela gestão das unidades, o primeiro jovem foi internado em um hospital do município em 25 de março, após apresentar sintomas. Cerca de 17 dias após a entrada, em 8 de abril, o jovem não resistiu e morreu ainda na unidade hospitalar.

O segundo jovem apresentou sintomas em 25 de março e foi encaminhado ao hospital. Depois de 27 dias hospitalizado, na quinta-feira (21), o adolescente recebeu alta após apresentar melhora. Até a publicação da reportagem, segundo a secretaria, não havia confirmação do diagnóstico. Equipes médicas do município esperam os resultados dos dois exames.

Segundo a pasta, a criptococose não é uma doença de notificação compulsória e o diagnóstico laboratorial é realizado por meio de pesquisa e coloração específica do fungo em exame. Equipes da Vigilância Epidemiológica e da Gerência de Controle de Zoonoses do município visitaram a unidade, mas afirmaram não terem localizado um foco específico de pombos.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que uma empresa terceirizada de controle de pragas e vetores realizou serviço de desinsetização, desratização e controle de pombos no centro socioeducativo.

Em nota, a Prefeitura de Santo André informou que o Departamento de Vigilância à Saúde monitora o surgimento de novos suspeitos e verifica as condições de higiene. "O Instituto Adolfo Lutz está realizando exames para a identificação do agente causador da doença e consequente óbito. Informamos que, até o momento, não há outros casos suspeitos na instituição. A secretaria de saúde realizou vistoria no local", escreveu.

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