Doria comenta ameaças e afirma: Não vou retroceder um milímetro 

Governador recebeu ameaças a ele e sua família e encaminhou material para investigação policial. Quarentena no estado foi ampliada para 22 de abril

João Doria, governador de São Paulo

João Doria, governador de São Paulo

Reprodução

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta segunda-feira (6) que recebe ameaças de morte a ele e sua família por conta das medidas tomadas no combate à pandemia do novo coronavírus e disse que não vai mudar a fomra como o estado lida com a situação. "Minha posição não muda", declarou.

"Defenderei vida dos meus filhos e da minha esposa com todas as forças, mas não deixarei de defender a vida das pessoas. Não retrocederei um milímetro sequer", disse Doria durante entrevista coletiva em que anunciou a prorrogação da quarentena em todo o estado de São Paulo até o dia 22 de abril.

Doria contou que tem recebido ameaças desde a semana passada e que todas estão sendo encaminhadas ao departamento de investigação da Polícia Civil. Ele contou que manteve o celular ativo justamente para facilitar a identificação dos autores. Neste fim de semana, enviaram ameaças em áudio dizendo informando que sabiam a localização dos filhos do governador, que saíram de São Paulo para serem resguardados.