Em depoimento, funcionário de Yoki descreve Elize como "fria"
Luiz Carlos Lózio ajudou a procurar o empresário Marcos Matsunaga quando se pensava que ele estava desaparecido
São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7
O funcionário da Yoki, Luiz Carlos Lózio, um dos que ajudaram a procurar o empresário Marcos Matsunaga quando a família do executivo ainda pensava que ele estava desaparecido, contou que desconfiou do comportamento de Elize Matsunaga, acusada da morte de Matsunaga, naquela ocasião.
Durante depoimento, colhido em juízo nesta semana, Lózio destacou que, na maioria do tempo, a mulher do empresário teria demonstrado frieza. Ela está presa desde o dia 5 de junho deste ano, por matar e esquartejar o marido.
De acordo com o promotor do caso, José Carlos Cosenzo, que acompanhou o depoimento em São Bernardo do Campo, o funcionário relatou que a acusada teria levado um susto quando, durante a busca, ele sugeriu que ela telefonasse para o celular de Marcos, alegando que o aparelho estava ligado. A atitude de Elize levantou suspeitas.
Outro momento que fez Lózio desconfiar foi durante o registro do boletim de ocorrência do desaparecimento, que foi comunicado aos pais de Marcos pela própria Elize. Com imagens feitas por um detetive particular, comprovando a traição do marido, ela procurou os familiares do empresário, dando a ideia de que ele poderia ter abandonado o lar em razão do romance extraconjugal.
Inicialmente, conforme Cosenzo, Elize disse que o marido saiu de casa, levando, basicamente, roupas, um notebook e R$ 15 mil. Na hora em que o boletim era feito na polícia, ela teria dito outro valor. De acordo com Cosenzo, a mulher alegou que, após contar o dinheiro guardado pelo casal no apartamento, descobriu que, na verdade, R$ 18 mil teriam sido retirados. Chamou a atenção de Lózio a preocupação dela, naquele momento conturbado, com o dinheiro, segundo o promotor.
O funcionário também desconfiou quando viu, no imóvel onde o casal morava, sacos de lixo semelhantes aos encontrados com as partes do corpo do executivo da Yoki, que foram desovadas em uma estrada em Cotia.
Sem emoção
Na avaliação do representante do Ministério Público, o depoimento de Lózio foi “extremamente elucidativo”.
— Ele passou a personalidade dela. Em nenhum momento, quando ajudava a "procurar" Marcos, ela demonstrou emoção.
Para Cosenzo, a exemplo de outras testemunhas, o empresário é descrito pelo funcionário como uma pessoa calma e gentil.
— Então, na verdade, o que eu consegui foi fixar a personalidade do Marcos, que sempre foi uma pessoa serena, nunca agrediu ninguém, nunca ofendeu ninguém. Ficou bem claro que ele não é sombra daquilo que Elize está pintando.
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