São Paulo Em extinção: filhotes de mico-leão-preto nascem no Zoológico de SP

Em extinção: filhotes de mico-leão-preto nascem no Zoológico de SP

Com os novos moradores, zoo soma 35 animais da espécie, maior grupo mantido em cativeiro no mundo. Eles comem besouros, baratas, grilos e frutas

  • São Paulo | Do R7

Nova dupla nasceu no último dia 16 de agosto

Nova dupla nasceu no último dia 16 de agosto

Divulgação/ Zoológico de São Paulo

Dois filhotes de mico-leão-preto nasceram no Zoológico de São Paulo e agora fazem parte do grupo de 35 animais da espécie, que sofre ameaça de extinção. Esta é a maior população da espécie mantida sob cuidados humanos em todo mundo. A nova dupla nasceu no último dia 16 de agosto e sua chegada foi anunciada esta semana no site do zoo.

Os dois novos animais são resultado de um processo de conservação da espécie, que envolveu estudos para a formação de casais, com fins de reprodução.

Segundo a Fundação Zoológico, os filhotes irão permanecer com os pais por um longo período, recebendo cuidados para se desenvolverem. Os mico-leões-pretos que vivem na Fundação Zoológico são alimentados com cenoura, beterraba, abóbora, mamão, melão, maçã, ração específica para primatas, ovos e carne de frango cozidos. Como complemento nutricional, eles também recebem grilos, tenébrios (um tipo de besouro) e baratas de espécies distintas.

Os primatas são mantidos dentro do “micário”, local destinado à reprodução de três das quatro espécies de micos-leões existentes: mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) e o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia).

O mico-leão-preto é considerado Patrimônio Ambiental do Estado de São Paulo e animal símbolo da conservação da fauna paulista, de acordo com o Decreto Estadual N° 60.519 de 5 de junho de 2014.

De acordo com o censo realizado no ano de 2019, há no planeta apenas 61 indivíduos sendo mantidos em cativeiro - número considerado baixo para um programa de conservação em longo prazo. A estimativa é que outros 1.400 estejam soltos na natureza - número considerado preocupante.  

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