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Empresária acusa Suzane von Richthofen de retirar bens da casa do tio sem autorização

Caso foi registrado na Delegacia Eletrônica e encaminhado para investigação

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A empresária Carmem Silvia von Richthofen registrou um boletim de ocorrência contra Suzane von Richthofen, acusando-a de retirar bens do tio falecido sem autorização judicial.
  • O caso foi encaminhado à polícia para investigação, já que Miguel Abdalla Netto, o tio, não deixou testamento nem filhos.
  • Carmem alega ter tido uma união estável com Miguel e busca o reconhecimento dessa relação na Justiça.
  • A Policia Civil investiga também um furto dos bens da casa do médico após sua morte, além da causa de sua morte, suspeitada de ser natural.

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A hipótese principal para a morte de Miguel Abdalla é de enfarte Reprodução/Record TV; Robson Fernandjes/Estadão Conteúdo - 12.11.2025

A disputa pela herança do médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, que morreu em janeiro deste ano aos 76 anos, virou caso policial.

A empresária Carmem Silvia von Richthofen, que busca na Justiça ser reconhecida como viúva do médico, registrou boletim de ocorrência acusando Suzane de ter se apropriado de bens do tio sem autorização da Justiça. O registro foi feito na última terça-feira (3).


A reportagem tenta contato com a defesa de Suzane. O espaço está aberto para manifestação.

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O Estadão procurou também os advogados de Carmem e aguarda retorno.


De acordo com a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública), o caso foi registrado como exercício arbitrário das próprias razões na Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 27º Distrito Policial - Ibirapuera, para a apuração.

Segundo a nota da SSP, a viúva relatou que uma sobrinha do marido se apropriou de bens dele, sem autorização judicial para isso.


“A unidade policial da área analisa o caso para as medidas cabíveis de polícia judiciária”, diz.

Suzane é sobrinha de Miguel Abdalla - ele era irmão de Marisa von Richthofen, mãe de Suzane. O médico deixou também um sobrinho.


Carmem, que registrou a ocorrência, é prima de Miguel pelo lado da mãe - o que a torna também parente de Suzane -, mas alega na Justiça que teve união estável com ele.

No processo, que ainda tramita no Fórum de Santo Amaro, a empresária pede o reconhecimento e, ao mesmo tempo, a dissolução dessa união.

Miguel, que era ginecologista e estava aposentado, foi encontrado morto no dia 9 de janeiro, em sua casa, na região de Campo Belo, na zona sul e São Paulo (SP).

A causa da morte ainda é investigada. A polícia aguarda o resultado da necropsia e outros exames periciais para saber como ele morreu.

A hipótese principal é de morte natural por enfarte.

Investigação

A Polícia Civil de São Paulo investiga também um furto à casa do médico. Um boletim de ocorrência foi registrado por um sobrinho de Abdalla Neto no dia 20 de janeiro, dando conta de que uma bolsa, um sofá e uma máquina de lavar foram levadas da residência.

O sobrinho do médico relatou, em depoimento à polícia, ter encontrado a porta da cozinha da casa do tio, que era blindada, arrombada. Segundo ele, o imóvel havia ficado sem ninguém desde a morte de Abdalla Neto.

Carmem e Suzane disputam a posse dos bens deixados pelo médico, que não teve filhos nem deixou testamento.

Por ter sido condenada pela morte dos pais, Suzane perdeu o direito à herança deles, mas pode ser herdeira do tio, se não for reconhecida a união de Carmem com o falecido.

O irmão dela, Andreas, que herdou os bens dos pais, está na mesma condição. Após a morte de Marísia e Manfred Albert von Richthofen, em 2002, foi o tio que passou a ter a guarda de Andreas, que era menor de idade na época.

O crime

Manfred e Marisa von Richthofen foram espancados até a morte enquanto dormiam em outubro de 2002 - um crime que ganhou repercussão nacional. Os autores do crime tentaram simular um roubo.

As investigações indicaram que a mandante do assassinato foi a filha, Suzane, que ordenou aos irmãos Daniel Cravinhos, namorado dela, e Cristian Cravinhos que cometessem o homicídio.

Os três foram condenados, presos, e hoje respondem em liberdade.

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